Jadson, o garçom. Nem, o estafeta.

Foto: SS Press

Jadson serve e Wellingtonn Nem, em velocidade, aproveita..

Não, caro amigo, não estou sofrendo da síndrome do Crioulo Doido neste fecho do Carnaval brasileiro, que da festa do samba virou desfile de carros alegóricos cada mais suntuosos… e mortais.

Sei bem que Jadson e Wellington Nem não jogam no mesmo time. Mas, devem ser as grandes atrações dos suas respectivas equipes que entram em campo na noite desta Quarta-Feira de Cinzas, pela Copa do Brasil.

Talvez, nem comecem jogando, já que a modinha reza o sigilo dos treinadores até a hora de seus times entrarem em campo. Mesmo que os adversários sejam o modesto Brusque e o modestíssimo PSTC, sigla de uma denominação em inglês que não me atrevo a reproduzir aqui.

Jadson, recontratado pelo Corinthians há uns dois meses, só agora entrou em forma. Mas, como ficou mais de quatro meses sem jogar, deve entrar em campo aos pouquinhos, como manda o bom senso.

Contudo, todos sabemos o que Jadson poderá acrescentar a esse time em formação – o passe exato, na hora certa, além de precisas cobranças de faltas nas proximidades da área inimiga.

O que não se sabe ainda é o que outro jogador, um garoto ainda, poderá acrescentar a esse time. Refiro-me a Pedrinho em meio aos lobos, pela primeira vez. Destaque da conquista da Copinha, o moleque é liso, participativo e insinuante, jogador certo para se aproveitar dos serviços de Jadson.

Já, no São Paulo, a volta de Nem pode propiciar ainda mais agressividade ao seu ataque, já tão eficiente neste início de ano. Pena que isso possa custar a volta de Luís Araújo ao banco, vítima de um esquema ainda contido no seu claro avanço.

Nossos jovens comentaristas, acometidos de velhice precoce, estão mais preocupados em pregar maiores cuidados defensivos ao Tricolor do que em aplaudir os avanços proporcionados pelos conceitos mais desabridos de Rogério Ceni.

Claro que defender é preciso, mas viver é mais preciso, parodiando o Poeta. E quem dá vida ao futebol é o ataque, sempre em busca do objetivo final do jogo – o  gol.

A rapaziada, então, pede mais volantes, além dos três utilizados até agora por Rogério. Ora, se três  não bastam, que dirá quatro?

Pois, lhes digo: com Cícero no meio de campo, um só é suficiente, se este for o Jucilei dos tempos do Corinthians, o que permitiria ao técnico escalar esse Tricolor ainda mais mortífero, com Nem e Araújo pelos lados e o gringo Pratto pelo meio, com Cueva enfiando aquelas bolas inteligentes para o trio.

E a defesa?

Maicon e Rodrigo Caio são superestimados. Todavia, podem resolver a questão, caso os laterais colaborem mais na cobertura, quando o time é atacado. É uma questão de ajuste, que, suponho, Rogério saberá fazê-lo.

O resto é simplesmente o atraso.

Divirtam-se, meus camaradinhas, que ainda é Carnaval, a festa que o brasileiro recriou, assim como recriou o futebol, e que está deixando ambos apenas como lembranças do passado.

 

3 comentários

  1. Sempre poético e inteligente, da gosto ler seus textos, Sempre exaltando nossos bons tempos de futebol como parâmetro e não a ditadura do resultado que a impressa fez questão subverter, como se o bom futebol não chegasse ao bom resultado é ridículo. Parabéns Alberto

  2. ALBERTO HELENA…jornalista com ” J “MAIÚSCULO! estilo próprio, não parou no tempo..nem vive de nostalgia, embora valorize os “gênios” do passado.. PELÉ &cia !

  3. ” PSTC, sigla de uma denominação em inglês que não me atrevo a reproduzir aqui.” acho que se equivocou, a sigla em inglês na verdade é PTSC”

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