
Tudo bem: a defesa tricolor continua falhando, o que permitiu ao PSTC marcar dois gols, no Estádio do Café, pela Copa do Brasil. É gol demais pra time tão modesto diante de um dos gigantes do Brasil. E olhe que houve ainda outras situações embaraçosas para a linha defensiva tricolor, mesmo com o São Paulo dominando a partida e enfiando uma goleada de quatro, com três de Cícero e um de Cueva, cobrando pênalti.
É a história do cobertor curto: cobre os pés, descobre a cabeça.
A partir daí, nasce a suspeita de que a culpa não é apenas da zaga, mas de toda a equipe, que não marca devidamente.
Ora, ora, lá estão escalados com todos os nomes e características três volantes pra proteger os beques: João Schmidt, Thiago Mendes e Cícero. O que querem mais? Que o São Paulo caia no lugar-comum do futebol brasileiro, feito de muito pega-pega, tudo para defender e nada para atacar, a não ser eventualmente, em bolas esticadas lá de trás?
Poupem-me.
Melhor do que jeito que está, embora essas deficiências possam e devam ser amenizadas nos treinamentos e ao longo da temporada.
Pelo menos, a gente se diverte com essa artilharia tricolor.
NA LINHA DO GOL
Por falar em diversão, que tarde deliciosa passei diante da tv, vendo o Barça meter 6 a 1 no Gijón e o Bayern bater o Schalke 04 por 3 a 0. Entre outras coisas, pelo golaço de falta de Neymar, aquele outro de Suárez, que pegou de bate-pronto resposta da defesa, sem falar na esperta cabeçada de Messi sobre o goleiro, mal saindo do chão. Apesar de todos os problemas – sobretudo do Barça -, bávaros e catalães seguem mantendo acesa a chama do verdadeiro futebol, sem fronteiras ou épocas.