Pulga atrás da orelha verde

Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

Justamente aquele torcedor que deveria estar mais animado com as perspectivas de seu time para a temporada que se inicia é aquele que saiu da rodada do fim de semana com a pulga atrás da orelha.

Falo, claro, do palestrino campeão brasileiro, que virou o ano festejando as tantas e bem nutridas contratações, encerradas com a vinda de Borja, cercado de todas as esperanças para substituir o menino Jesus, ponto nevrálgico da equipe.

E não me refiro à derrota em si para o Ituano, por 1 a 0, no campo do adversário, nada disso, pois o resultado poderia ter sido mera obra do acaso, com o Palmeiras trucidando o inimigo e levando aquele golzinho fatal no fim.

Mas, não foi o que aconteceu, embora o Palmeiras, no rigor da análise, até que esteve melhor em campo do que o adversário.

A questão é em que nível isso se deu?

Longe, muito longe, de uma exibição compatível com os recursos do atual Palmeiras, ainda que em fase de preparação. O toque de bola não fluiu da defesa ao ataque e raras foram as chances de gol criadas pelo ataque.

Desconfio que parte desse desacerto se deu por conta das escolhas do treinador, ao montar a equipe. A começar pela decisão de iniciar o jogo com Fabiano na lateral-direita, deslocando Jean para o vazio deixado por Tchê-Tchê no meio de campo. Com a saída precoce de Fabiano do jogo, Baptista preferiu escalar o volante de contenção Thiago Santos, levando Jean de volta à lateral.

Ora, Thiago e Felipe Melo são uma tremenda redundância – dois volantes de características defensivas -, o que reduziu a capacidade de armação da equipe, resultando, por conseguinte, na fragilização do ataque.

O pior é que o técnico tinha lá à disposição outras tantas alternativas – Michel Bastos, Raphael Veiga e até Keno, que entrou no lugar de Roger Guedes (o melhor do time até então), com o recuo de Dudu para o trabalho de armação.

Bem, mas isso tudo rola no campo da especulação: poderia ter sido assim, assado ou cozido, quem sabe?

De fato, o que foi feito não deu certo.

Esperemos a próxima.

Um comentário

  1. João Saldinha, hoje além da quina na testa eu fiz a de 50.O que será que amanhã vai papelar a redundancia ? Jamais poderemos falar a vez da causa perdida naquele barco.Eles estão procurando a verdade.A verdade que Jack Nicholson bradou _ Você não suportaria a verdade !

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