PSG, impecável. Barça, meu Deus!

(Foto: PHILIPPE LOPEZ/AFP)

Atenção, respeitável público! Deste lado, um PSG impecável e implacável; deste outro, uma imitação bizarra do Barcelona. Resultado: 4 a 0 para os franceses, o que praticamente elimina o Barça no primeiro jogo do mata-mata pela Liga dos Campeões.

Nem nos seus melhores momentos das temporadas passadas, quando o PSG estava nos trinques, nadando de braçada no campeonato nacional, teve uma exibição tão perfeita como a desta terça, em Paris. E nunca, na última década, por baixo, o Barça foi tão abúlico e inofensivo.

O PSG dominou o espírito do jogo desde o início, com uma marcação precisa e energizada sobre todo o time adversário, principalmente em cima de Messi e de Iniesta, que seriam os articuladores de jogadas dos catalães, isolando Suárez, já que os laterais catalães não conseguiam atacar com a necessária frequência, o que fez de Neymar o único a tentar criar e agredir com sua proverbial velocidade e seus dribles em sequência.

Já o PSG, a partir de uma atuação exemplar do italiano Verratti, que marcava e apoiava com presteza e exatidão, fluía ao ataque como se não houvesse obstáculo à sua frente. Entre outras coisas, porque André Gomes não tem bola pra jogar no meio de campo do Barça e Busquets está muito aquém de sua melhor forma.

Dou lado contrário, os parisienses desfilavam em campo como se comandados por De Gaulle nos Champs Elisées, em direção ao Arco do Triunfo, no Dia da Vitória

E assim foram acumulando gols atrás de gols: dois de De Maria  (um deles, primoroso), outro de Draxler e o inevitável de Cavani, claro.

E é aqui que me pego pra dizer que o Barça já está fora, pois, mesmo que reassuma sua grandeza indiscutível no Camp Nou, no jogo da volta, e consiga meter quatro gols no PSG, Cavani sempre haverá de fazer o dele, o suficiente para garantir os franceses na fase seguinte.

 

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