Chi-chi-chi, em fraca decisão

Foto: AFP PHOTO / Omar Torres
Foto: AFP PHOTO / Omar Torres

Aqui entre nós, tirando o aspecto emocional, a decisão da Copa América, tecnicamente, depois de 120 minutos de bola rolando, refletiu-se na abertura das cobranças de pênaltis, quando os dois craques de Argentina e Chile perderam suas tentativas de forma primária.

Messi, o melhor do mundo há muitos anos, chutou por cima, e Vidal, o mais ativo ao longo de toda a partida, bateu fraco, à meia altura, no centro da meta de Moreno.

De resto, foi uma luta incessante entre os campeões da América e os vices do mundo, com Messi apagadíssimo, provavelmente como resultado de sua última lesão – costela trincada, ou algo no gênero.

O fato é que, durante o tempo todo, raríssimas foram as chances de gol criadas por ambos os oponentes. Houve aquela falha de Medel que Higuain desperdiçou logo no começo da partida e aquela outra em que Vargas chegou sozinho diante de Moreno e chutou em cima do goleiro.

E, que mais? Ah, sim, já na prorrogação, o cabeceio de Aguero defendido por Bravo e outra vez Vargas sendo obstado por Moreno. Y nada más, como reza o velho bolero.

Isso, sem falar nas duas expulsões, uma de cada lado – Diaz e Rojo, ainda no primeiro tempo de jogo, ambas justificáveis.

Apesar de tudo, foi uma decisão justa entre as duas melhores equipes da América no momento, no ponto mais alto da história chilena, quando conseguiu reunir  uma geração de ouro, tendo como pilares o meio-campista Vidal e o atacante Alexis Sanchez, que levou o título de melhor jogador da competição.

NA LINHA DO GOL

Já na Eurocopa o domingo foi mais animado tecnicamente, a começar com a vitória da França sobre a Irlanda, por 2 a 1, de virada. E, se a primeira etapa foi opressiva para os franceses, que levaram um gol logo de cara e não conseguiram se arregimentar em campo, no segundo foi um massacre técnico dos bleus, que fizeram dois com Griezmann e perderam mais um caminhão de chances claras para ampliar.

Em seguida, foi a vez da Alemanha plantar sua bandeira no centro do campo, dominar de tal maneira a Eslováquia, que, em dado momento, o goleiro Neuer interceptou uma bola no meio do campo, à moda Guardiola. Três a zero, sem sustos.

Por fim, foi um passeio da Bélgica diante de uma Hungria que surpreendeu, depois de tantos anos à sombra do futebol mundial: 4 a 0. Não foi por acaso que os belgas lideraram o ranking da Fifa durante um bom tempo. Tampouco, impossível que venham a fazê-lo novamente no fim desta Eurocopa, pois está lá pra brigar pelo título, sim, senhor.

 

Um comentário

  1. O velho England(não é english) Team não é nem sombra daquele que assustou o Brasil nos anos 70. O motivo é óbvio, sua seleção é formada por 10 jogadores sem capacidade técnica parecendo 10 Casemiros, Sandros, luiz Gustavo, Fernandinhos em campo. Seu futebol assemelha-se a uma partida de bilhar onde a bola corre sempre em linha reta sem um mínimo de imprevisibilidade. Eventuais vitórias dessa seleção deveriam ser creditadas à sua força física e a determinação dos jogadores. Portanto, não faltam ao time inglês as chamadas intensidade, correria, marcação, obediência tática; O que falta mesmo é habilidade individual dos jogadores, o resto eles tem de sobra. O duro é que a maioria dos técnicos brasileiros defendem esse modelo de jogo.

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