Peixe vence e chega lá

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press
Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

Fácil: Peixe 3, Tricolor 0, num Pacaembu festivo de uma torcida só.

É verdade que o Tricolor entrou em campo sem vários titulares, dentre eles, Ganso, seu principal articulador de jogadas de ataque e estrela da cia.

Mas, só isso não justifica a fluência com que o Peixe dominou o jogo e construiu o placar, do primeiro ao último minuto.

Sim, porque abriu a contagem logo aos 40 segundos de bola rolando, com Vítor Bueno aproveitando falha do goleiro Denis ao tentar rebater chute de Tiago Maia, um volante especial que está sempre pronto para participar das jogadas ofensivas de seu time.

Isso, graças à sempre precisa e cerebral presença de Renato, um veterano que participa de todos os jogos do seu time, com descortino e elegância – até parece que joga de casaca e cartola -, marcando, apoiando, distribuindo a bola com ciência e atacando quando surge a oportunidade.

E o Peixe encerrou o placar folgado aos 45 minutos do segundo tempo, numa cobrança de falta magistral de Lucas Lima, outro que dá gosto ver jogar. O que, na sequência, resultou na expulsão de Lugano – sempre ele! -, por reclamações excessivas.

Entre um e outro, coube a Rodrigão marcar o segundo gol do Santos, aos 40 do primeiro tempo, em cruzamento exato de Victor Ferraz, um dos mais técnicos e efetivos laterais-direitos do nosso futebol atual – movimenta-se o tempo todo, está sempre disponível para as triangulações no ataque e defende bem, jogo sobre jogo.

E o São Paulo?

Bem, o São Paulo, excetuando-se aquele momento em que Calleri esteve à frente de Vanderlei, aos 5 minutos do segundo tempo, praticamente nada fez de útil.

Ah, sim, jogava com um time misto, o que, de um lado, poderia ser positivo, desde que confere aos meninos como Artur e Luís Araújo tempo de serviço, não me parece ajuizado fazer tais experiências justamente num clássico contra um time em ascensão, em jogo de torcida única do adversário.

Mas, enfim, suponho que El Patón, de olho na Libertadores, tenha lá suas razões.

O que, para o Santos, foi mamão com açúcar, pois permitiu ao time caiçara saltar para a terceira colocação na tabela, acima até do Timão, que havia vencido no sábado, aproveitando-se do tropeço do Grêmio diante do Furacão.

 

2 comentários

  1. Hoje eu vi um amontoado de jogadores tentando jogar. Meio de campo fraco. Ataque ineficaz e na zaga; sempre ele, Maicon, se salvando.

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