Só o Peixe se salvou

(Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)
(Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)

De manhã, o Santos demorou para despertar. Ainda esfregando os olhos, viu Kleber abrir o placar na Vila, em boa investida de Leandro pela direita. Mas, já no segundo tempo, abriu os olhos com aquela falta precisa cobrada por Vítor Bueno lá do meio da rua, em falha do goleiro do Coritiba. Mas, só foi de fato vibrar com a cabeçada fatal de um Renato já baleado, nos acréscimos da partida, que lhe permitiu a virada e revivificação do tabu da Vila.

À tarde, porém, nem o São Paulo conseguiu a virada diante do Inter, em pleno Morumbi, nem o Corinthians evitou a virada espetacular do Vitória, no Barradão.

No Morumbi, o São Paulo começou mal escalado, com Centurión, atacante de uma ineficiência pasmosa, e com Ganso, um articulador pela própria natureza, enfiado lá na frente.

Resultado: o Inter, durante todo o primeiro tempo, tomou conta do meio de campo, e, aos 36 minutos, Vitinho se livrou de uma vez de Lugano e Maicon e serviu de bandeja para Sacha abrir a contagem.

Bem que Centurión, no rebote de cobrança de escanteio, acertou uma, que Danilo Fernandes espalmou pra fora. Isso, na sequência de um lance em que a bola havia batido no braço de Paulão na área. Absolutamente não intencional, mas, como o braço estava aberto…

No segundo tempo, porém, o São Paulo atirou-se ao ataque, mesmo porque Argel, técnico do Inter, é da escola de El Patón, e decidiu retrancar sua equipe. Mas, o Tricolor só passou a ser mais efetivo depois das entradas do menino Lucas Fernandes no lugar de Centurión (ufa!) e de Kardec no de Kelvin, que vinha sendo o mais ativo atacante da equipe. Kardec não acrescentou nada, mas Rogério, que entrou no lugar de Wesley, ativou ainda mais o ataque tricolor, que acabou chegando ao empate, com gol de cabeça de Lugano, em cobrança de falta exata de Lucas, aos 41.

Quando tudo indicava que o São Paulo viraria o placar, o Inter, numa arrancada do menino William pela esquerda, bola com Sacha, que fuzilou para definir os 2 a 1 finais.

Enquanto isso, no Barradão, contra o Vitória, o Corinthians experimentava uma nova fórmula, com as presenças dos meias Guilherme, Giovanni Augusto e Marquinhos Gabriel, juntos.

E a coisa funcionou durante todo o primeiro tempo. Tanto, que, quando Uendel abriu a contagem, em belo lançamento de Guilherme, já havia criado cinco chances claras de gol, tocando a bola e envolvendo o adversário.

O Vitória, porém, num lance isolado empatou, com Leandro Domingues, para Fagner fazer 2 a 1, aos 38, em cruzamento de Giovanni Augusto que  André furou para o lateral atirar com acerto.

Os baianos, contudo, no segundo tempo, empataram com Marinho, como consequência de um cruzamento de Vander embolado pela zaga corintiana. Isso, aos 12 minutos. E, aos 19, a virada sensacional do Vitória: contragolpe rápido surpreendeu a linha de defesa adiantada, sem sobra, e Marinho chegou na cara de Walter para acabar com a festa corintiana e dar início à micareta baiana.

Péssimo resultado para o Timão. Não só porque soma cinco jogos sem vencer, mas, sobretudo porque pode despertar em Tite a velha certeza de que, em crise, o melhor é fechar a casinha.

 

2 comentários

  1. Alberto Helena Jr, sempre comentando com imparcialidade sem ser tendencioso. Saiba que o senhor é uma ilha de integridade nesse mar de mediocridade que são só jornalistas esportivos. Saudades de Nelson Rodrigues, Armando Nogueira além do senhor que comentam com integridade sem deixar a paixonite crônica pelo clube do coração falar mais alto.

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