
Nem mesmo o meu querido Flavinho Prado esperava que o seu Leicester campineiro aprontasse uma dessas sobre o Palmeira de tão animadora estreia no Brasileirão.
Depois de dois ataques perigosos do Verdão, em pouco mais de meia hora de bola rolando, a Ponte já havia emplacado 2 a 0, dois de Felipe Azevedo – um, de cabeça, sozinho diante de Prass, em levantamento de Ravanelli, e outro, aproveitando no segundo pau cruzamento de Reinaldo, um daqueles expulsos do Morumbi pela torcida tricolor.
Mas, aqui, vale ressaltar a enfiada de bola milimétrica para Reinaldo de Mateus Jesus, um negão de quase 1m90 de altura, sacudido, porém dono de uma canhota refinadíssima, com o que controlou o meio de campo durante praticamente todo o primeiro tempo.
No segundo, o Verdão voltou com Rafa Marques e Dudu nos lugares de Alecsandro e do volante Mateus Sales, o que deu mais consistência na armação, sobretudo depois da entrada de Moisés, que acabou reduzindo o placar pra 2 a 1, já no finzinho da partida.
Confesso que esperava mais do Verdão.
NA LINHA DO GOL
Foi um sábado de muitas decisões de copas europeias. E tudo começou com uma festa de abertura curiosa, em que o velho Império Britânico rendeu-se ao novo, de fala parecida, com um show de hip-hop encerrado pelo tradicional Deus Salve a Rainha, é claro. Bola rolando, uma partida lancinante entre o pequeno Crystal Palace e o até então decadente gigante Manchester United, que terminou na prorrogação com a vitória dos Diabos Vermelhos por 2 a 1, mesmo com dez contra onze, desde a expulsão do zagueiro Smalling ainda no segundo tempo. Mas, na soma do vaivém da bola, o Manchester foi sempre melhor, sob a condução de Rooney, agora transformado em autêntico meia-armador, que os amigos chamam por aí de segundo volante.
Na Itália, também na prorrogação, deu Juve, claro, com um gol de Morata sobre o Milan de Berlusconi, aquele fruto podre que brotou depois da Operação Mãos-Limpas cuja versão tupiniquim é a nossa Lava-Jatos. E, na Alemanha, a coisa foi longe demais. Embora o Bayern dominasse o Borussia durante todo o tempo regulamentar e a prorrogação, só foi levantar a taça no último pênalti, cobrado por Douglas Costa com maestria. Foi a derradeira celebração à frente do Bayern de Guardiola, que deixou o campo em prantos, depois de três anos de muitas conquistas, menos uma: a da Liga dos Campeões da Europa.
Helena, o senhor acredita que Cuca colocou sobre si um peso muito grande ao afirmar que será campeão brasileiro? Abraço!!!!
Acho que sim.Era desnecessráio.