Barça, muito prazer.

(Foto: Josep Lago/AFP)
(Foto: Josep Lago/AFP)

O amigo haverá de dizer que ainda está extasiado com aqueles dois passes precisos de Messi que decidiram, na prorrogação, a Copa do Rei, diante do Sevilha, com os gols de Alba e Neymar.

Concordo, mas o que me ficou na memória foi um lance bem mais prosaico, que antecedeu ao toque genial para Neymar marcar o segundo gol do Barça e definir a partida: a matada de bola com o pé esquerdo que precedeu o passe.

Reveja o lance e preste atenção. É isso que diferencia Messi de todos os outros jogadores em atividade no planeta. Essa capacidade de reduzir o espaço e o tempo num só movimento. Qualquer outro, inclusive os craques, apararia aquela bola com a chapa do pé, o que provocaria um segundo movimento, naturalmente com o pé oposto. Perda de tempo e espaço, claro.

Messi, não. Mesmo sob extrema pressão, jogo decisivo e tal e cousa e lousa e maripousa, o bicho amortece a bola com o peito do pé canhoto e, numa fração, faz o passe decisivo.

Assim como me encantam aqueles giros no sentido contrário ao do relógio que Iniesta executa quando sob marcação cerrada do adversário (Messi também é mestre nisso). É um gesto que limpa a jogada e permite ao Barça ter a sequência fluente de seguir sempre atacando.

São pequenos detalhes que fazem a grande diferença num futebol robotizado, portanto, previsível, e que resultam nesse truque recorrente que é o Barça campeão, dia sim, dia não.

Como, por exemplo, a precisão de Piqué no desarme e na colocação lá atrás. E acrescente a presença sempre discreta, elegante e eficiente de Busquets, um volante como poucos.

Ah, sim, não nos esqueçamos de Neymar, que podem falar o que quiser, mas é um capeta sempre infernizando os adversários, distribuindo cartões entre eles, e decisivo quando tem que ser.

Ah, Barça, que prazer…

3 comentários

  1. Alberto parabéns pela matéria, feliz daquele que viu Pelé, Gérson, Rivelino, Ademir da Guia, Zenon, Sócrates, Zico, Falcão, Junior entre outras feras que vi jogar e faziam a bola sempre redonda, agora um gênio da Bola, Messi, diferenciado da gosto de ver esse moço jogar, mas ver campeonato estaduais e Brasileiro, doí, doí os olhos de ver tantos pernas de paus jogando juntos.

  2. Na minha opinião, Maradona foi muito mais genial. Messi é mais objetivo, mais veloz tem ótima visão de jogo e um chute venenoso de canhota. Porém, falta-lhe a genialidade das jogadas diferenciadas, que só os gênios tem.Eu diria o seguinte, para Messi ser Maradona ele teria que incorporar ao seu repertório o futebol de Ronaldinho Gaúcho ai sim seria um gênio, infelizmente Messi não tem a espetacularidade do Ronaldinho apesar lógico de estar à sua frente. Os gols de Messi se fizerem um levantamento apresentam um roteiro quase idêntico. A velocidade pelo lado direito os dribles para o centro e o chute mortal. Messi me lembra o espetacular ponta Dijacic da ex Yugoslavia. Só que naquele tempo o mundo tinha uma infinidade de jogadores espetaculares. Hoje que tem?

  3. Já que estamos comparando jogadores continuo. O Neymar não é nem Ronaldinho nem o Messi. Neymar lembra o saudoso Denner da Portuguesa. Neymar tem um déficit das habilidades dos dois com uma agravante, seu ego é maior que o dos treis juntos.

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