
O amigo haverá de dizer que ainda está extasiado com aqueles dois passes precisos de Messi que decidiram, na prorrogação, a Copa do Rei, diante do Sevilha, com os gols de Alba e Neymar.
Concordo, mas o que me ficou na memória foi um lance bem mais prosaico, que antecedeu ao toque genial para Neymar marcar o segundo gol do Barça e definir a partida: a matada de bola com o pé esquerdo que precedeu o passe.
Reveja o lance e preste atenção. É isso que diferencia Messi de todos os outros jogadores em atividade no planeta. Essa capacidade de reduzir o espaço e o tempo num só movimento. Qualquer outro, inclusive os craques, apararia aquela bola com a chapa do pé, o que provocaria um segundo movimento, naturalmente com o pé oposto. Perda de tempo e espaço, claro.
Messi, não. Mesmo sob extrema pressão, jogo decisivo e tal e cousa e lousa e maripousa, o bicho amortece a bola com o peito do pé canhoto e, numa fração, faz o passe decisivo.
Assim como me encantam aqueles giros no sentido contrário ao do relógio que Iniesta executa quando sob marcação cerrada do adversário (Messi também é mestre nisso). É um gesto que limpa a jogada e permite ao Barça ter a sequência fluente de seguir sempre atacando.
São pequenos detalhes que fazem a grande diferença num futebol robotizado, portanto, previsível, e que resultam nesse truque recorrente que é o Barça campeão, dia sim, dia não.
Como, por exemplo, a precisão de Piqué no desarme e na colocação lá atrás. E acrescente a presença sempre discreta, elegante e eficiente de Busquets, um volante como poucos.
Ah, sim, não nos esqueçamos de Neymar, que podem falar o que quiser, mas é um capeta sempre infernizando os adversários, distribuindo cartões entre eles, e decisivo quando tem que ser.
Ah, Barça, que prazer…
Alberto parabéns pela matéria, feliz daquele que viu Pelé, Gérson, Rivelino, Ademir da Guia, Zenon, Sócrates, Zico, Falcão, Junior entre outras feras que vi jogar e faziam a bola sempre redonda, agora um gênio da Bola, Messi, diferenciado da gosto de ver esse moço jogar, mas ver campeonato estaduais e Brasileiro, doí, doí os olhos de ver tantos pernas de paus jogando juntos.
Na minha opinião, Maradona foi muito mais genial. Messi é mais objetivo, mais veloz tem ótima visão de jogo e um chute venenoso de canhota. Porém, falta-lhe a genialidade das jogadas diferenciadas, que só os gênios tem.Eu diria o seguinte, para Messi ser Maradona ele teria que incorporar ao seu repertório o futebol de Ronaldinho Gaúcho ai sim seria um gênio, infelizmente Messi não tem a espetacularidade do Ronaldinho apesar lógico de estar à sua frente. Os gols de Messi se fizerem um levantamento apresentam um roteiro quase idêntico. A velocidade pelo lado direito os dribles para o centro e o chute mortal. Messi me lembra o espetacular ponta Dijacic da ex Yugoslavia. Só que naquele tempo o mundo tinha uma infinidade de jogadores espetaculares. Hoje que tem?
Já que estamos comparando jogadores continuo. O Neymar não é nem Ronaldinho nem o Messi. Neymar lembra o saudoso Denner da Portuguesa. Neymar tem um déficit das habilidades dos dois com uma agravante, seu ego é maior que o dos treis juntos.