Zebras no verde campo da Vila

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press
Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

Zebra? Pode ser, mas não no sentido habitualmente utilizado no futebol – a surpresa inesperada, o impossível transformado em fato.

Afinal, a zebra não é uma surpresa da natureza. Trata-se apenas de um animal da família dos equídeos que não se assemelha aos seus primos próximos – o cavalo, o jumento e o burro. É somente um bicho diferente, por suas listras em preto e branco.

Assim como o Audax, que de cavalo ou burro nada tem, é simplesmente um bicho diferente nesse zoológico do nosso futebol atual, repleto de trêmulos ratinhos condicionados a seguir sempre o mesmo caminho de idade e de volta, sobretudo de volta. Um bicho que não tem medo da bola, do risco inerentes ao jogo e dos papões tradicionais.

Busca apenas se divertir, como bem exemplifica seu técnico Fernando Diniz, pelos verdes campos dos estádios, como a zebra corta as planícies em desabalada carreira. E, brincando, brincando, chegou à beira do título paulista.

O diabo é que encontra pela frente não um leão esfaimado, mas um Peixe escorregadio e lépido, que também gosta dessa brincadeira como poucos, não fosse ele formado pelos Meninos da Vila.

E a Vila, gente, tem sido campo minado para os seus adversários, onde duas zebras nos divertirão com seus pinotes e disparos.

Sim, porque o Santos, além de Peixe, é também uma zebra, esse animal da mesma família dos times de futebol brasileiros. Só que diferente.

A questão é saber qual dos dois será ainda mais diferente.

Foto: AFP
Foto: AFP

NA LINHA DO GOL

O Bayern, sob o comando de Guardiola, acaba de se sagrar tetra campeão alemão, feito inédito em sua história, ao bater o Ingolstadt por 2 a 1, dois de Lewandowiski. Só que não foi o Bayern. Foi o anti-Bayern, um time que abdicou do toque de bola, do envolvimento típico de seu jogo, preferindo adotar uma postura cautelosa e pragmática, como se tomado pelo vírus que lhe incutiu o Atlético de Madri no meio de semana, desclassificando-o da final da Liga dos Campeões. Teve o menor índice de posse de bola do período Guardiola, deu chutões a esmo e até que poderia ter dobrado o placar, em contragolpes mortais desperdiçados por Douglas, Lewandowiski e Muller, cara a cara com o goleiro. Faz parte.

 

 

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