Boa, Tricolor! Mas, podia ser mais…

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press
Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

O jogo estava aos pés do São Paulo, que vencia por 2 a 0 – os dois de Calleri -, com um jogador a mais a partir da expulsão de Vangioni aos 19 minutos do segundo tempo, e a torcida em delírio cantando olé a cada troca de passe da equipe, quando El Patón resolveu intervir.

Sacou sabiamente Calleri, que já tinha recebido cartão amarelo e era alvo dos adversários depois daquele entrevero (uso o termo espanhol de propósito, pois toda a confusão deu-se entre argentinos, daqui e de lá, com a pitada de um uruguaio, Lugano) que resultou na eliminação do jogador do River. Kardec o substituiu.

Mas, em seguida, o técnico tricolor errou a mão. Tirou Kelvin, que vinha infernizando a defesa argentina, para colocar mais um volante – Thiago Mendes. E, de imediato, entra Centurión, sai Michel Bastos, outro que vinha bem.

Pronto: foi o sinal para o River marcar seu gol de honra, em falha grotesca do goleiro Denis, que Alonso aproveitou.

A partir daí, foi um sufoco tremendo, acentuado pela expulsão de Schmidt, embora Kardec e Centurión, por duas, vezes tivessem a seus pés o gol do desafogo.

Dessa forma, o Tricolor perdeu a chance de aplicar uma goleada que serviria para aumentar seu saldo de gols, praticamente assegurando a classificação para a próxima fase da Libertadores.

De qualquer forma, a vitória, somada à derrota do Strongest para o Trujillanos na véspera, deixa o São Paulo animado para o último jogo da série, em La Paz. E o que parecia ser impossível passou a ser muito provável. Coisas do futebol.

5 comentários

  1. Grande Alberto Helena sempre admirei os comentários. Talvez pela pressa em escrever a matéria ou então pelo cansaço, esquecestes de falar daquele que comandou o time, com a maestria de sempre, além do que , pasmem, defendeu como um volante que tanto criticamos. Me refiro claro a PH Ganso. Qual ser´a próxima desculpa do Dunga(se é que continuará no cargo) para deixá-lo fora da próxima convocação?

    1. Concordo com você João. Vai os comentaristas dizendo que o melhor em campo foi o calleri, talvez pelo fato de ele ter feito os dois gols(afinal e bola na rede que decide), e também ele se intrega, tem a raça tipica dos argentinos e muito bom atacante. Mas acho que mídia em geral tem a tendencia de ir ao extremo com o ganso, nos dois sentidos. Quando ele joga bem muitos já o pedem na seleção. Por outro lado muitos tem dificuldade de elogia-lo quando ele joga bem, exigindo que ele seja um gênio em todas as partidas, talvez porque esperem dele sempre mais, como na época do santos. Nem messi e genial sempre. Ser o melhor em campo nem sempre se resume a gols ou passes geniais, mas em como o jogador traz equilíbrio, consistência ao meio campo, quando sane a hora de diminuir ou aumentar o ritmo. E isso ganso sabe fazer e tem feito. E um jogador extremamente inteligente, que já vem jogando bem a alguns jogos. E ontem foi extremamente combativo. Ganso e um jogador que quando tem jogadores inteligentes ao seu lado, diferenciados seu futebol cresce. Por isso eu o convocaria para seleção. Imagina ele servindo Neymar, William. Ele hoje ainda não seria titular porque ele disputaria com Lucas lima ou Renato Augusto. Mas não há nenhum jogador na seleção com o estilo de cadenciar o jogo e de ter aqueles passes milimétricos que ele tem. Lucas lima e o que mais se aproxima, mas tem um estilo mais dinâmico. Mas infelizmente João com Dunga na seleção esquece. Ganso pode ser campeão da libertadores, campeonato brasileiro e ser decisivo que dunga não leva ele. Dunga não gosta do estilo dele. Acho que com outro técnico ele tem chances.

  2. Sou São Paulino e espectador do programa, porém está ficando nítida a falta de vontade ao se falar do São Paulo, quando é para criticar são minutos, quando é para elogiar são segundos.
    Depois de uma partida de ontem contra o River ter seis minutos de comentários sendo que 5 minutos criticando a venda de ingresso e a expulsão do menino João Schimiti.
    Uma palavra resume tudo isso: lamentável!

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