Surpresas? Só uma: o Tricolor vencer

Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Saiu a tabela das quartas de final do Paulistinha, e, nela, embutida, a possibilidade de algumas surpresas, como é de de hábito quando se trata de mata-mata com toda aquela larga margem ocupada pelo acaso.

A grande surpresa seria, sem dúvida, o Red Bull bater o líder geral da competição, o Corinthians, em plena Itaquera.

Não porque o Timão, seja eventualmente, um timaço, desses que saem por aí massacrando os adversários e dando show de bola para a plateia. Nada disso. Tampouco que o Red Bull seja uma baba escorrendo pela boca do boi. Mas, sim, porque a diferença técnica e histórica, acentuada pela presença maciça da Fiel nas arquibancadas de seu estádio, é suficientemente grande para dar pleno favoritismo ao Corinthians.

Assim como seria outra surpresa caso o São Bento, sábado, no Alçapão da Vila, batesse esse Santos de futebol tão incisivo, que, em casa, manda e desmanda.

Já o Palmeiras, o último grande a se classificar, recebe no Allianz Parque o São Bernardo, com alma nova e mais entrosado, embora esse clima possa mudar no meio de semana, depois do jogo pela Libertadores, onde o Verdão segue no fio da navalha, contra o River uruguaio.

Contudo, não seria nenhuma surpresa se o Audax, que não se perde pelo nome, vencesse o São Paulo de tantas oscilações, em Osasco, no domingo. Ainda mais se o River autêntico, no meio de semana, baixar de vez a crista tricolor.

Isso tudo, porém, é apenas o primeiro passo de um campeonato que deveria ter começado justamente por aí – uma disputa rápida e emocionante, coisa de um mês de duração, assim como nos demais grandes centros futebolísticos do país, onde se repete o óbvio de sempre: os grandes estão na fase decisiva, depois dos longos, entediantes e deficitários jogos classificatórios.

Dessa forma, o Brasileirão teria mais espaço para melhorar seu nível técnico e abrindo espaço para as demais competições paralelas e os jogos da Seleção.

Mas, isso é tão evidente que elimina a possibilidade de plena cegueira dos nossos cartolas. Há sombras que se movem por trás da tal cegueira, isso, sim.

2 comentários

  1. Caro Helena, não haverá jogo de volta, nesta fase é jogo único na casa do time de melhor campanha, logo o peixe não precisa se preocupar com Sorocaba.

  2. Caro Alberto
    Como sempre, a imprensa paulistana desdenha o Paulista(ão), reduzindo a importância do futebol do Interior, que representa mais de 20 milhões de paulistas (mais que qualquer outro Estado!!!)
    Ninguém pensa no óbvio e sensato: campeonatos regionais num semestre (4 meses?), classificatórios para um Brasileirão noutro semestre (5 meses?). Isso mesmo, tão classificatórios quanto o Brasileiro o é para a Libertadores e esta para o Mundial de clubes.
    Aí, sim, o Paulistão iria bombar e os grandes iriam tremer.
    Para que um Brasileiro com 2 turnos, 38 rodadas e 380 jogos, alguns dos quais, principalmente nas últimas rodadas, também não valem nada?
    Na realidade, o Brasileiro poderia ser disputado num semestre, com um só turno e muito menos rodadas, reduzindo a chance de um clube disparar e ser campeão com antecedência de muitas rodadas (como ocorreu na maioria dos campeonatos desde 2003, quando começaram os pontos corridos).
    Olavo Leal

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