
Já chegou quem faltava, o quarto grande que fará parte do autêntico campeonato paulista.
Sim, porque só agora,depois dessa longa e tediosa fase de depuração em que os clubes se classificam num grupo jogando, porém, contra os de outros, é que a coisa vale.
E só quem faltava era o Palmeiras, que bateu o Mogi, lá, por 2 a 1, gols de Alecsandro e Barrios, um de sobra, outro de voleio. O gol do Mogi foi de pênalti – Lulinha aquele.
Bem que o Verdão merecia, pois jogou melhor, com mais ímpeto e já com os nervos sob controle, capaz de buscar e conseguir a vitória mesmo tomando aquele gol de empate que, em tempos ainda recentes, seria motivo de desmanche da equipe em campo.
Se o Palmeiras foi o único grande que entrou em campo buscando a classificação, o São Paulo foi o único a perder nesta rodada, para o São Bento, por 1 a 0, golaço de Regis, excelente lateral-direito, diga-se.
Até que o Tricol0r foi bem no primeiro tempo, quando criou quatro boas chances pra abrir a contagem. Kardec falhou em três delas. E, no segundo tempo, El Patón deixou suas digitais na equipe. Sacou Lucas Fernandes, que vinha armando bem a equipe pelo meio, para colocar Rogério, deixando em campo o inefável Centurión.
Resultado: o São Bento cresceu, chegou ao gol e poderia ter até aumentado a vantagem.
E o Timão? Ah, esse não dá chabu: mesmo com um mistão em campo, meteu 3 a 0 em casa, com direito a dois de Fagner (dois belos gols, aliás), o lateral que, se Tite fosse técnico da Seleção, já estaria lá de velho. E um de Alan Mineiro, outro que começa o processo de recuperação técnica no Timão.
Por fim, o Santos, também com time misturado, fez sua parte, ao virar o jogo por 2 a 1 sobre o Audax, o time sensação dentre os pequenos, com aquele estilo a la Guardiola do meu querido Fernando Diniz.
É de se ver no que isso tudo vai dar a partir da próxima rodada, quando, então, o Paulistinha passa a ter o valor devido.