
Neste domingo, se encerra essa tediosa e dispensável fase de classificação do Paulistinha, que a incompetência da FPF insiste em eternizar. E o único grande ameaçado de ficar de fora do mata-mata final é o Palmeiras, que pega um dos lanternas, o Mogi, lá, com todas as chances de seguir avante, mesmo que tenha de poupar alguns titulares, por contusão ou com vistas ao jogo da Libertadores no meio de semana.
Entre outras coisas, porque o Verdão ganhou uma dose extra de ânimo com os resultados recentes, tanto no Paulistinha quanto na Libertadores. E isso conta mais do que muitos imaginam. Além, claro, do fato de que o Palmeiras, mesmo se jogar desfalcado, é mais time do que o Mogi.
Já Corinthians, líder absoluto do campeonato, Santos e São Paulo, classificados de antemão, apenas cumprem tabela.
E aqui entra uma questão básica de nosso futebol como um todo: os clubes não puderam inscrever mais do que vinte e oito jogadores para o torneio. Por quê? Simplesmente porque a federação, ciente do baixo significado desse campeonato diante dos demais (Libertadores e Copa do Brasil), para evitar que os clubes grandes escalem times reservas, limitou o número de inscritos.
Quer dizer: ao tomar tal atitude, a federação reconhece o anacronismo, a inconsistência, desse que já foi, em passado remoto, uma das grandes atrações do calendário nacional. Hoje, não passa de um estorvo. Estorvo tão grande quanto a existência dessas federações estaduais, que enchem a burra à custa dos grandes do Brasil, e não oferecem nada em troca. E, só por isso, insistem, nos grandes centros futebolísticos do Brasil, em manter essa velharia, incompatível com os novos tempos, que, por sinal, vem de longe.
Se, pelo menos não houvesse essa limitação de jogadores inscritos, Corinthians, Santos e São Paulo, por exemplo, poderiam lançar nesta rodada jovens promessas das categorias de base para dar-lhes cancha e oportunidade de se identificarem com suas próprias torcidas.
Mas, enfim…

NA LINHA DO GOL
Depois da derrota por 1 a 0 para o Real Sociedad, Iniesta assegurou ao repórter da tv espanhola que o Barça não está cansado, apenas, desta vez, as coisas não deram certo. É verdade que o Barça insistiu até o apito final, com aquela posse de bola habitual, esbarrando, mais do que na marcação adversária, no goleiro argentino Rulli, que fez, por baixo, cinco defesas de escol. Mas, também é evidente que Messi e Neymar (Suárez cumpria suspensão) não estão jogando o que sabem. Falta-lhes, claramente, o mesmo vigor e a concentração do resto da temporada. E, com as vitórias de Real, que liquidou seu jogo em menos de 40 minutos, e do Atlético, a vantagem do Barça já se reduziu a apenas três pontos. Periga la patria!
O Bayern, por sua vez, aumentou sua vantagem no Alemão, ao bater o Stuttgart, na casa do inimigo, por 3 a 1, com gol de Douglas Costa. E, com uma novidade: Ribéry atuando pelo meio, como sempre quis Guardiola desde que assumiu o time tedesco.
Arsenal e West Ham ofereceram um jogo emocionante, em que o time de Wenger fez 2 a 0 no primeiro tempo, e, antes do apito final dessa fase, o grandalhão Andy Carrol meteu dois e completou com mais um no início do segundo. O Arsenal, só depois de que se livrou de seus dois volantes, chegou ao empate com o zagueiro Koscelny. E assim o imprevisível vai se configurando: o pequeno, embora centenário, Leicester a caminho do título inglês.