Show de Ganso; gols de Calleri

Foto: Djalma Vassao/Gazeta Press
Foto: Djalma Vassao/Gazeta Press

Tudo bem que o Trujillanos é bem fraquinho. Mas, já vimos esse mesmo São Paulo enfrentar o vento e apanhar da bola.

Por isso, há que se louvar esse primeiro tempo massacrante do Tricolor sobre os venezuelanos no Morumbi, pela Libertadores, que acabou com 3 a 0 mas poderia ter sido o dobro,  como acabou acontecendo no final de tudo, tal o volume de jogo e o número de chances desperdiçadas, sem contar o pênalti em Ganso que o juiz não viu. Ah, sim, sem falar naquele outro pênalti em Rodrigo Caio, igualmente desprezado pelo juiz.

No intervalo, Ganso, que deu show durante todo esse período, revelou o segredo do excelente desempenho da equipe: a turma jogou mais compacta, o que oferecia sempre duas ou três alternativas para o passe.

Ora, como Ganso é um mestre nesse quesito, de seus pés partiram quase todas as jogadas de perigo do time, embora o primeiro gol tenha nascido de um cruzamento exato de Michel Bastos, da esquerda, para o cabeceio fatal de Calleri.

E, aqui, o detalhe mais importante: Michel Bastos, onde ele gosta de jogar, lá na frente, pela esquerda, e Kelvin, apesar de canhoto, pela direita. São dois atacantes natos, ainda que Michel tenha passado a maior parte de sua carreira como um lateral-esquerdo ofensivo.

E coube a Kelvin fazer o segundo, também consequência de cruzamento da esquerda que o jogador tricolor cabeceou para o goleiro rebater e ele mesmo replicar, bola que foi aparada já dentro da meta pelo beque.

Por fim, antes do apito final da primeira fase, Schmidt, um volante mais técnico do que os demais, tabelou com Ganso e guardou: 3 a 0.

No segundo, o Tricolor, logo de cara, faz seu quarto gol, de pênalti, com Calleri, que repetiria a dose aos 33 minutos, e, numa escapada, já aos 41, completaria o placar de 6 a 0.

E aqui me lembrei de uma antiga manchete de jornal de Ribeirão, em goleada do Botafogo: Paulo Leão fez cinco. E só.

Calleri fez quatro, confirmando seu forte traço de artilheiro, mas, com a bola nos pés…

Com a bola nos pés, neste segundo tempo, o São Paulo baixou um pouco seu entendimento, embora ainda tivesse flertado com o sétimo, o oitavo e o nono, com o próprio Calleri, Ganso e Tiago Mendes, que havia entrado no lugar de Hudson.

Mais do que a goleada, porém, valeu o jeito com que o São Paulo se distribuiu em campo, com Kelvin e Michel mais abertos e o time todo mais compacto, o que facilitou a evolução da defesa ao ataque por meio de passes e repasses.

Acima disso tudo, todavia, eleva-se o valor moral que uma vitória dessas confere a um time desorganizado como vinha sendo o São Paulo nesta temporada, com vistas a novos caminhos a serem cursados.

 

 

Um comentário

  1. Escrevi aqui semanas atrás que Dunga não era o técnico mas estava técnico. Dunga levou a seleção por duas vezes 2010 e agora ao seu mais alto descalabro técnico. O time apesar de bons jogadores não teve e continua sem ter um mínimo padrão de jogo, nada que possa nos dar esperanças de um time competitivo que possa resgatar o nosso futebol. Pelo contrário, Dunga só faz papelão, tanto fora quanto dentro dos gramados. O duro é que mesmo tendo quase 90% da opinião pública contra ele, continua sendo vergonhosamente prestigiado pela cúpula da CBF. Mesmo com tudo isso, Dunga vai cair, o seu substituto ao que parece será Tite unanimidade nacional, porém como dizia Nelson Rodrigues, “Toda unanimidade é burra” O Brasil precisa inovar. Tite é um Dunga disfarçado e tem a seu favor o papo politicamente correto e um futebolzinho de resultados endeusado pela mídia. Penso que há nomes que deveriam ser melhor analisados. Cuca é um deles.

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