Neymar e Suárez desmontam retranca

Foto: AFP
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E aí, então, o Simeone montou aquela retranca de fazer inveja ao Milton Buzetto (quem lembra?) do Moleque Travesso, como de hábito, o que, diga-se, provoca orgasmos em muitos jovens comentaristas desta praça, e dificultou a vida do Barça, no Camp Nou, pela Liga dos Campeões.

Dificultou até a página 9, sobretudo porque, logo no início, num vacilo da defesa catalã acoplada à esperteza de El Niño, Torres fez 1 a 0. Sucede que Torres estava tão pilhado que cometeu duas faltas (na verdade, três) desclassificantes e foi esfriar a cabeça no chuveiro.

Ah, então foi por isso que o Barça virou o placar no segundo tempo?

Nem tanto, nem tanto, meu amigo. Pois, no estilo de Simeone um atacante fora não chega a alterar muita coisa, ainda mais com seu Atlético vencendo por 1 a 0, já que todos jogam lá atrás mesmo.

O que mudou foi a postura de alguns jogadores catalães, como Neymar, que passou a centralizar quase todas as ações ofensivas do Barça, já que Messi não andava inspirado a exemplo do que já ocorrera no jogo com o Real, pelo campeonato espanhol, embora tenha metido aquela bicicleta espantosa que saiu pela linha de fundo, raspando ao poste. Assim como Iniesta e Rakitic, que acabaram sendo substituídos mais tarde.

E Neymar fez a festa: meteu bola na trave, serviu os companheiros, driblou, ajudou na marcação e tal e cousa e lousa e maripousa.

Mas, acontece que, a par da expulsão e da baixa produção de alguns craques do Barça, esse time naturalmente cresce no segundo tempo. Parte, porque pega no brio; parte, porque não há marcação cerrada que resista à natural queda de concentração dos marcadores.

Coube, pois, ao artilheiro Suárez marcar os dois gols da virada, que esse é seu desígnio.

É o que basta para encaminhar o Barça à fase seguinte do torneio que, se os deuses não fizerem uma falseta, leva de cabo a rabo.

NA LINHA DO GOL

O amigo chegou a ouvir a entrevista do Coronel Substituto de Del Nero na CBF? É qualquer coisa de inacreditável, o mais amplo, geral e irrestrito vazio-oco já produzido por um cartola até hoje. E olhe que temos uma antologia de besteiróis disparados por nossos cartolas de fazer inveja ao Bem-Amado da novela global. A propósito, meu chapinha Gian Oddi, na Espn, chamou o coronel de figura inofensiva. Ora, ora, caríssimo. Sua simples presença à testa da CBF é altamente ofensiva à inteligência do brasileiro em geral. É como se a CBF pegasse um megafone e berrasse para o meu Brasil, da cor de anil e gentil, em altos brados: BABACAS!

A propósito, corre por aí um certo zum-zum, como reza o samba, segundo o qual Gilmar Rinaldi, aquele ex-jogador e ex-empresário de jogadores, teve suas asas cortadas na CBF, o que colocaria Dunga mais exposto a chuvas e trovoadas. Quem teria absorvido parte desses poderes seria o novo diretor, filho do Carlos Caboclo, que conheci em outros carnavais. Vejamos, vejamos.

Bem que tive o cuidado de ficar com um pé atrás quando da eleição de Infantino à presidência da Fifa. Eis que, agora, seu nome surge em meio ao escândalo dos off-shores panamenhos, aquele que já derrubou o primeiro-ministro finlandês e que contém nomes dos mais ilustres e poderosos do mundo, inclusive o Tzar da Rússia, Putin. Deu zikha na alma da humanidade, podes crer.

 

 

 

Um comentário

  1. Realmente grande partida do Neymar merecia ter feito aquele gol que a bola bateu na trave, teria sido um golaço,foi uma pena .De qualquer forma o placar é muito perigoso não tem nada decidido para o Barcelona,o Atlético é muito forte na sua casa,e se o Barcelona quiser passar de faze vai ter que suar sangue em campo no próximo jogo.Ressalva da partida foi a atuação do Messi que já tinha ido muito mal contra o Real Madri e voltou a fazer uma péssima partida.

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