
Só depois de se livrar de todo mal, amém, o Brasil conseguiu chegar ao empate com o Paraguai, em Assunção.
O mal a que me refiro é essa praga dos dois volantes, que engessa nossos times e não nos permite dar um passo à frente na busca da tal modernidade (ou das nossa tradições mais caras).
Com Luiz Gustavo e Fernandinho aqui atrás e um centroavante imóvel, Ricardo Oliveira, lá na frente, o Brasil de Dunga ofereceu o meio de campo e a bola para o Paraguai, aquele que desde a Batalha de Itararé (a que não foi travada) só sabe jogar na retranca.
Bem, sabendo ou não, o fato é que o Paraguai, acredite se quiser!, envolveu nosso time ao longo de todo o primeiro tempo. Meteu bola na trave, Alisson salvou um tiro à queima-roupa, e, por fim, lá pelos 40 minutos, Lezcano abriu o placar, de cabeça.
E, logo no comecinho do segundo tempo, a Seleção Brasileira nem teve tempo de experimentar o gostinho da entrada de Hulk, um atacante, no lugar do volante Fernandinho, pois aos 4 minutos, Edgar Benitez entrou só para completar bela jogada do ataque paraguaio e ampliar o placar: 2 a 0.
Apesar da mudança, o Brasil ainda não conseguia se acertar. Pudera! Dunga manda Douglas Costa, um ponta-esquerda à velha moda, virar armador da equipe, em lugar de Williian, que permanece na ponta-direita, espaço próprio de Hulk, centralizado.
A coisa toda só vai tomar jeito lá pelos 24 minutos, quando da entrada de Lucas Lima, um autêntico e raro armador, no lugar de Luiz Gustavo. Renato Augusto passa a atuar como verdadeiro volante – aquele que vai e vem – e o Brasil se debruça sobre a defesa paraguaia, que não consegue mais sair nem por meio de chutões.
E Lucas Lima, ali com aquela esquerdinha ágil, vai costurando, costurando, o time todo pega gosto, até que, aos 34 minutos, Hulk desfere um daqueles torpedos peculiares, o goleiro rebate e Ricardo Oliveira aproveita a sobra: 2 a 1.
A pressão brasileira se intensifica de tal maneira que o gol de Daniel Alves, resultado de tabela com Willian, já nos acréscimos era inevitável.
E olhe que literalmente no último lance da partida, por um triz Felipe Luís não vira esse jogo.
Mas, não se assanhe, amigo. Essa formação sem volantes e cheio de meias hábeis, que em vinte minutos produziu mil vezes mais do que os 70 da outra, foi apenas o doce fruto do desespero do treinador, diante do vexame que se desenhava no Defensores del Chaco.
Aqui, ó, que Dunga terá peito e tutano pra começar uma partida desse jeito. Nem que a vaca tussa, meu.
E seria tão mais fácil e agradável se assim fosse…
Concordo totalmente. E vou além…..porque não fazemos um pool de empresas para finaciarem os times e segurarem alguns jogadores por aqui? talvez não precisassemos mais de jogadores vindos de fora. Porque essa neymar dependência é frustante, além do jogador se achar um extra classe, visto que quem viu a seleção de 58, 62, 70, 78, 82, 90, 2002 jogar, ou conheceu e assiste até hoje, sabe que Neymar na melhor das hipóteses fica no banquinho…..
Helena acho que o Dunga anda lendo seus comentários. Claro, só usa seus conselhos na hora que o desespero bate. Dunga está levando o Brasil ao desestre mais uma vez. Não subestimemos a sua burrice.
Ele já fez isso em 2010 e repetirá a dose agora nas eliminatórias. Não gosto do Tite com treinador porém ele seria um mal menor no lugar do Dunga. Dunga tem que sair agora enquanto há tempo.
Isto nada mais é que o desespero destes comandados . Fantoches da CBF.
Enquanto essa seleção estiver nas mãos desses caras (Dunga,.Globo , esses “Patrocinadores”e empresários,não vamos ganhar mais nada,não temos mais um time,temos um bando de “celebridades”que não estão nem ai para o Brasil,se chegarmos à Russia vai ser mais um grande vexame.Que saudades da nossa seleção de 58-62-70-82-e 2002.,nunca mais.
A atual equipe comandada por Dunga não tem padrão de jogo definido e atua como um amontoado de jogadores desorientados.Começa a preocupar o fato de que “não estamos acumulando gordura para queimar lá na frente” e precisamos correr atrás do prejuízo.Com exceção a Neymar,penso que poderíamos completar o elenco com os jogadores que atuam somente no Brasil e,quem sabe,havería mais libido futebolístico em campo.Será que a CBF e a pluralidade de patrocinadores aceitariam a sugestão de bom grado?