
Corinthians e Grêmio receberam em seus belos estádios o Santa Fé e a LDU, pela Libertadores, com algo em comum: a presença nos respectivos times brasileiros de apenas um volante típico, contrariando a velha moda em vigor nas terras tapuias Bruno Henrique e Edinho.
Entre outras coisas, isso permitiu aos dois brasileiros o domínio da bola, dos espaços e do espírito do jogo.
É verdade que, durante todo o primeiro tempo, o Timão teve dificuldades em transformar esse domínio em situações claras de gol, o que justificou o zero a zero inicial.
Já o Grêmio, ao contrário: criou perigo por duas vezes antes de abrir o placar com Maicon, que, depois de furar na área inimiga, recebeu de Luan e guardou de canhota. E, quando teve de recuar um pouco pra evitar uma surpresa do adversário, no contragolpe, bola enfiada por Luan colheu o estreante Bolaños em plena carreira – o disparo foi de primeira e fatal: 2 a 0.
Placar que dobraria no segundo tempo, depois da expulsão de Romero, o que facilitou a vida do Tricolor, claro, e com as entradas de Henrique Almeida e de Everton, autores dos dois gols definitivos da partida.
Já o Corinthians teria de se desdobrar pra chegar ao gol da vitória, aos 19 minutos da etapa final, com Guilherme, de cabeça, depois de cruzamento de Rodriguinho da ponta-direita, em jogada iniciada por Fagner, que, diga-se, fez belíssima partida.
Mas, embora não criasse muitas chances mais, só foi ameaçado um pouco no final da partida, quando os colombianos se atiraram à frente, na base do desespero.
Normal, para um time em formação como o Corinthians. E altamente significativo para o Grêmio, que vinha oscilando nas últimas partidas, tanto na Libertadores quanto no campeonato gaúcho e na Primeira Liga.
Infelizmente os treinadores no Brasil ainda não perceberam que esse negócio de volante já era, acabou é uma tremenda furada. Na Europa e mesmo na America do Sul já não se vê mais essa figura que só veio para tornar futebol defensivo, amarrado, faltoso e com poucos ou quase nenhum gol. O mais triste é observar que o treinador da seleção penta campeã mundial, no país que produziu em todos os tempos os jogadores mais técnicos e habilidosos, os maiores artilheiros, teime em continuar a armar o time com no mínimo dois jogadores no setor de meio de campo cujas maiores virtudes sejam de defender e jogarem quase estáticos numa faixa limitada de campo. Não fiz esse levantamento, porém, tenho quase certeza que todos os times que assim jogam são aqueles que mais perdem, menos gols fazem e com certeza os mais faltosos. O motivo é mais que óbvio, esses tais volantes limitam a mobilidade dos seus time, em geral são pouquíssimos ou quase nada criativos e se limitam a marcar numa faixa de campo onde um erro de passe, uma falta cometida é quase sempre fatal, e pasmem, são duas falhas mais características desse jogadores. Ao não abrir mão desses volantes e desse sistema de jogo esses treinadores estão passando o recibo da sua incompetência, da sua falta de criatividade e pouco ou quase nenhuma capacidade de cálculo de riscos.
Corinthians nesse inicio de temporada pouco futebol e muita sorte desse jeito não vai longe .
Professor Dunga inova ao criar a frase: Entre vírgulas. Pode? Será que a CBF não pode pagar um professor de português para o professor Dunga?
Justiça seja feita a Dunga em convocar só 2 volante volante e admitir que Renato Augusto pode fazer aquela função. Quem diria? Começamos a ter alguma esperança.