
O amigo me desculpe a malcriação, mas escalar Rogério no lugar de Ganso como armador do time do São Paulo é simplesmente de uma estupidez sem limites. Ou o técnico não tem a menor noção sobre as características de seus jogadores, ou está a fim de queimar Rogério, sempre solicitado pela torcida à sua revelia.
Pois, apesar de tudo, quando já começava a cochilar diante do tédio proporcionado por São Paulo e Mogi-Mirim, um dos piores times que vi em ação nos últimos tempos, eis que Bruno enfia a bola para Rogério, como centroavante, marcar: 1 a 0.
No intervalo, ao ser entrevistado, Rogério, visivelmente acanhado, nem falou do seu gol. Preferiu esclarecer o óbvio: é ponta, não meia-armador.
Bem, mal iniciado o segundo tempo, o que faz El Patón? Saca Rogério e coloca Ganso em campo, mesmo com Centurión sem acertar um drible, um passe, um cruzamento sequer.
No primeiro passe que Centurión acertou, Calleri, por duas vezes, chutou em cima do goleiro.
Ih! Olhaí! Foi falar, e Centurión mata com estilo no peito e solta a bomba que se choca com o travessão. Seria um golaço.
O fato é que, com Ganso armando as jogadas, óbvio, o Tricolor se organizou em campo e passou a pressionar o frágil Mogi, que não se arriscava além de sua própria intermediária.
E, quando parecia que finalmente Centurión iria entrar no jogo, saiu para a entrada de Wesley, um meio-campista deslocado para a ponta-direita.
De qualquer forma, lá estava Ganso para dar ritmo e consistência ao time, que seguiu pressionando. E, também, para tabelar com Kardec, que substituíra Calleri, marcando o segundo gol, num tiro rasteiro e exato no cantinho do goleiro: 2 a 0.
Vitória tricolor, que, porém, não esconde os muitos defeitos desse time que até agora não conseguiu atingir um nível compatível com a história desse glorioso clube.
O Sr. Helena traduziu exatamente aquilo que eu penso. O Rogério não tem o menor estilo para armador de jogada. Ele é um velocista. O técnico só pode estar pretendendo “queimar” o Rogério.
Outra coisa: Com o SPFC jogando tão mal (O Bauza pensa ao contrário) e os jogos de menor importância, não seria hora do SPFC dar oportunidades para os jovens da base? Esse é o diferencial do Clube em relação ao Santos FC.
Caro Helena, creio que na verdade nem um nem outro. Porque Rogério vem jogando mais como um segundo atacante que vem de trás e Centurion e Carlinhos (ou MB) mais como meias pelos lados. E Bauza, que prioriza a defesa acima de tudo, julga que determinados jogadores cumprem melhor as funções que seu sistema de jogo exige. Também não é o estilo que me agrada, por demais pragmático, mas independente disso Patón pode ser tudo menos estúpido. Não há um só futebol, e ele sabe muito bem o que vem fazendo, desenvolvendo um sistema de jogo coeso dentro de seus conceitos .