
Na volta de Lugano, o São Paulo entrou em campo carregando mais uma de suas tantas crises recentes, sem Michel Bastos, que de capitão foi rebaixado a Recruta Zero e nem no banco ficou, e com Carlinhos em seu lugar. Ah, sim, com a intocável presença-ausente de Centurión.
Michel é mais um bode expiatório do mau vezo da torcida, que se especializou em queimar bons jogadores do próprio time, e de um desses aspones em busca das luzes ofuscantes e breves das tais redes sociais. Um quem? que, de repente, virou alguém.
Coisas do São Paulo destes tempos tão sinistros. Como, por exemplo, a insistência insana do treinador com Centurión, um atacante que não ataca, não dribla, não cruza, e, que, quando a bola veio de jeito no primeiro tempo cabeceou de pescoço, um prodígio acrobacia.
Centurión, que foi oferecido ao São Paulo por um empresário-torcedor, que logo virou diretor de marketing ou algo do gênero no clube.
Aliás, por falar em marketing, que jogada genial essa de aplicar a marca Joli no traseiro dos jogadores do São Paulo, clube chamado pelos adversários de Bambi, com todas as conotações que isso representa. Parece que a turma pensa… pelo local do anúncio.
Bem, mas voltando ao jogo, em que o São Paulo venceu por 1 a 0, gol de cabeça de Rodrigo Caio aos 6 minutos do segundo tempo, não foi nadai joli. Ao contrário: embora tivesse a bola mais tempo a seus pés, pouco produziu de fato. E o técnico demorou pra tentar mudar esse cenário. Só lá adiante do segundo tempo resolveu sacar Centurión. Mas, em vez de Rogério, colocou Wesley em campo, pra ver se alguém poderia contribuir um pouco com Ganso na criação de jogadas.
Rogério entrou, mais tarde, e aí no lugar de Ganso. Quer dizer: você põe a flecha e retira o arco. Gênio!
De positivo mesmo, a presença de Lugano, com ares paternais de simpático dono do time, distribuindo apoio aos companheiros em vez das botinadas no adversário, que, de tão frágil, teria desmoronado de vez.
Sua simples presença no lugar de Lucão já criou ali na sua própria área um clima de maior confiança, ainda que o Rio Claro pouco ou nada fizesse para testar se esse ar resiste a um sopro mais forte.
Roberto Ceni, O Roberto Ceni não jogou
O SPFC vai ganhar do River Plate lá na Argentina. O improvável quando tem que acontecer, acontece.
O SPFC vai ganhar do River Plate lá na Argentina. O improvável quando tem que acontecer, acontece.