Clássico? Isso?

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press
Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

O clássico do Allianz Parque… Epa! Eu disse clássico? Sim, clássico pelas glórias mil de Palmeiras e Santos e pela rivalidade histórica. Mas, o termo clássico implica também em um espetáculo de alto nível técnico e muito empenho dos jogadores.

Pois, o que se viu, foi exatamente o oposto: uma tediosa e longa perda de tempo, feita de chutões a esmo, sucessão de passes errados, faltinhas daqui e dali, aliás, isso tudo que já está virando clássico no nosso futebol. E praticamente nenhuma chance de gol.

Aliás, se bem espremido o jogo, cairão apenas duas gotinhas de emoção, ambas nos pés de Gabigol, cara a cara com Prass, que o goleiro verde conjurou, já no fim da partida.

É muito pouco, quase nada pra dois times que, no início da temporada, pintavam como os mais cotados pra repetir a decisão do Paulistinha do ano passado.

NA LINHA DO GOL

Nossos treinadores repetem à exaustão o mantra do equilíbrio pra justificar essa legião de volantes que seguem comandando os nossos Exércitos Brancaleone em campo. Pois espie só o que fez Guardiola neste sábado, em Munique. Escalou uma zaga formada por dois laterais ofensivos (Rafinha e Alaba), um beque de ofício e o outro (Kimmich), volante recuado. O meia Vidal era o volante de fato, um volante, aliás, que passou o jogo todo atuando na intermediária adversária. E, dali pra frente, cinco atacantes – Comman, Muller, Lewandovsqui, Robben e Douglas Costa. Dois pontas, um centroavante e dois meias ofensivos, bem anos 50. Venceu por 3 a 1, embora o Darmstadt tivesse dado um trabalhão danado. Mas, o bicho ousou, meu!

Os papagaios gostam de repetir que o futebol espanhol se resume em dois times – Barça e Real, embora o Atlético de Madri tenha saído do limbo nos últimos tempos. Mas, reveja só a última rodada da Liga Europa: os quatro espanhóis que lá estão – Sevilha, Valência, Villareal (três vencedores recentes dessa acirrada disputa) e Bilbao – ganharam seus jogos contra times respeitáveis do resto da Europa. É que o Barça e o Real são tão superiores, não apenas aos demais espanhóis, mas em relação aos demais times do mundo, com exceção do Bayern, que a coisa toda parece fácil e fica até repetitiva.

5 comentários

  1. o futebol brasileiro está perdido,não existe mais amor a camisa como antigamente,jogadores só pensam em dinheiro,dinheiro,dinheiro, não estão nem ai para os clubes,ai os melhores brasileiros vão para fora do país e ficam esses lixos de jogadores que não sabem chutar uma bola que só de assistir o jogo da insonia,até o canal do boi é mais interessante assistir que esses jogos ridículos.

  2. Concordo com os comentários sobre a Liga Espanhola,pois na realidade atual a presença de Barça e Real nas demais Ligas do mundo provocaria os mesmos efeitos,exceção à da Alemanha.A Liga espanhola possui a mais desequilibrada e injusta distribuição de direitos de transmissão televisivos em relação às demais Ligas européias,,beneficiando com polpudas vantagens aos culés e aos merengues.

  3. Deveria se votada no Congresso a PEC do futebol com o seguinte teor:
    Artigo I versículo 2 do Inciso 3 do mesmo parágrafo:
    “Os treinadores de futebol do Brasil, a partir desta data ficam OBRIGADOS a escalarem seus times dando prioridade a habilidade técnica dos atletas não importando a posição que joguem ou jogaram no passado” Fica ressalvado também o disposto no Versículo 3 do Velho Testamento. Ou seja, o goleiro também deverá ter habilidade suficiente para ser escalado na linha.
    O não cumprimento desses artigos, versículos, incisos e cousa e lousa e maripousa serão apenados na forma da lei, ou seja, serão obrigados a prestar 10 anos de serviços forçados num campo de bocha.

    1. Perfeito! João Sardinha
      Exatamente como eu penso, tem jogador que consegue errar até um arremesso lateral. Em qualquer empresa o funcionário que comete erros é advertido ou até demitido quando comete erros, no futebol é tudo compreendido e muito bem remunerados.

  4. Esse ai é o retrato do futebol que se joga no Brasil hoje,um futebol medíocre ,ridículo e de baixo nível e o pior que não apresenta esperança de melhoras ate por que os jogadores que estão surgindo agora como esse Gabriel o Jesus do Palmeiras são jogadores que estão longe de ser cracks ,são jogadores medianos que a mídia tenta transforma em algo que não são só para vender capas de jornais,triste futebol Brasileiro que já foi referência para o mundo, hoje vive nessa draga.

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