Jogaço, de causar nostalgia.

Foto: LEONARDO FERMIANO
Foto: LEONARDO FERMIANO

Fonte Luminosa… Só o nome idílico do campo da Ferroviária já inspira uma viagem no tempo, neste momento em que a velha Maria Fumaça volta a percorrer os trilhos do nosso futebol, à frente dos demais e ao lado do Corinthians, com quem empatou por 2 a 2 num jogo divertidíssimo.

Ao vê-la em campo neste domingo, lembrei-me daquele time encantador dos anos 60, cujo meio-campo era formado por Dirceu, um crioulo careca de porte elegante e fino trato com a bola, Dudu, meia que virou mito como volante da Academia, e Bazzani, de grata passagem pelo Parque São Jorge, um armador ativo e de canhota devastadora. E, lá na frente, Teia, o goleador.

Esse time não apenas dava uma dor de cabeça danada nos grandes de São Paulo como ganhou o coração do torcedor carioca, privado um ano de ver os jogos do campeonato do Rio pela tv, que passou, então, a exibir os daqui. Não havia um tricolor, um rubro-negro, um alvinegro ou vascaíno que não torcesse por aquela Ferroviária.

Mas, devaneios à parte, vamos ao jogaço desta tarde na Fonte Luminosa.

Eram dois times em busca da vitória, sem, contudo, perderem o senso. Quando um atacava, o outro se defendia, e vice-versa, meu endereço, como dizia Seu Barbosa.

O Corinthians, utilizando o Paulistinha para o que ele serve, sobretudo nesta fase classificatória. Isto é, dando cancha para os novatos como o volante Maycon e ritmo de jogo para os que passaram a última temporada mais assistindo do que jogando, tipo Romero e Lucca. E, aos poucos, acrescentando aqui e ali os recém-chegados, como Vilson, que substituiu Felipe, Marlone e Giovanni Augusto, que entraram no decorrer da partida nos lugares de Maycon e Danilo.

Assim, o Timão cumpriu sua parte, ao se recuperar por duas vezes no placar, com gols de Lucca, de pênalti, e de Giovanni Augusto.

Mas, quem encantou mesmo foi a Ferroviária, que cumpre campanha excepcional até aqui. Pois, foi o time que propôs o jogo e criou as chances mais claras, saiu à frente no placar por duas vezes, com Juninho, um volante canhoto e expedito, que se compunha muito bem na frente com Rafinha, meia habilidoso, tendo sempre o apoio pela esquerda do lateral Thallyson, um foguete.

A chance mais clara foi a que determinaria o resultado final em favor da Ferroviária, quando, já no finzinho, Caíque escapou de Cássio, em tarde inspirada, diga-se, e a bola foi de mansinho tocar o pé do poste, redes vazias.

Posso assegurar ao amigo que foi o melhor jogo deste campeonato até aqui, prova de que, si, se puede, hoje como ontem.

 

13 comentários

  1. É sempre assim, vocês cronistas, sempre elogiam o time adversário,para encobrir o péssimo time do Curica, que ganhou na sorte na libertadores e hoje levou um sufoco da Ferroviária que anos não jogava no tal paulistinha, na qual vocês cronistas paulistanas falam.Prova que o time do curica não é e nem vai seressa coca-cola toda que vocês jornalistas-torcedores dizem .

    1. LIBERTADORES NA SORTE???????????SERIA INTERESANTE SABER QUAL SUPER-TIME TEM SUA PREFERENCA!!!!!!!!!!O QUE VOCE ANDA FUMANDO???????????O SERA QUE ESTA COMENDO GELOL?????????

  2. Quantos invejosos querendo gorar o Timão,mas é só alegria! Mesmo sendo desmontado consegue manter-se o padrão de jogo. Ferroviária já estava pronta. Vamos ver daqui para frente? Vai Corinthians! !!!!!!!!!!!!!

    1. Aí Galante, fala merda não meu filho, 60% do time da AFE chegou depois do dia 20 de dezembro, mas o técnico é bom e sabe o que faz, é mérito do time e não se esqueça que o timão veio com time misto e passou sufoco, jogão sou Corinthinas ROXO só pra ti saber seu boca aberta, sabe nada de futebol!

  3. Pois é “Oliveira“ o Curica como você diz, só perdeu a base do meio pra frente e mesmo assim ainda está invicto no paulista, você se esqueceu que a Ferroviária que anos não jogava o tal paulistinha está melhor colocada que o seu time na classificação geral.
    Todos nós sabemos que ainda é inicio de temporada, porém alguns times mantiveram sua base e mesmo assim não tiveram competência de conquistar bons resultados, o “Curica“ aos poucos vai encaixando as novas contratações e seja sincero Oliveira, você teme quando acontecer né,
    Enfim, Vai Corinthians !

  4. O Téia nunca jogou com o Dudu. O Dudu veio para o Palmeiras em 64 e o Téia apareceu na AFE em 67, tendo sido artilheiro do Paulistão de 68 quebrando 10 anos de hegemonia do Pelé.

  5. Marcel Zanini precisa voltar a estudar novamente. Quem sabe você entende melhor as coisas e sem baixaria (que pelo jeito faz parte de seu vocabulário)

  6. Oooooo Alberto Helena que prazer ler suas colunas, seus textos…

    Sou de Araraquara e por aqui, nós fanáticos torcedores da Locomotiva estávamos ressabiados antes do início do Paulistão.

    Estávamos com muito medo de cair novamente, fazíamos contas e mais contas olhando a tabela do Paulistão e já sabíamos que com 20 pontos o time estaria assegurado. Pois é, para surpresa até nossa (embora alguns jogadores do elenco são dos principais times do Brasil como Atlético/PR, Atlético/MG e Fluminense) o time vai “trilhando” um caminho bem interessante.

    Incomodamos e muito o Corínthians ontem e esperamos incomodar os outros até o final do Paulistão (que muitos temem em chamar de Paulistinha, na tentativa inútil de desmoralizar um campeonato que ainda tem o seu charme).

    A Ferroviária de Araraquara está de volta e a nossa estação é a A1…não podemos sair dela, assim como outros…(XV de Jaú, Marília, Comercial, Noroeste,União São João, Guarani, etc…)

    Obrigado pelo texto mestre Alberto…Muito obrigado. Andávamos esquecidos aqui no centro do estado e agora estamo sendo destacados dentro das páginas esportivas do país.

  7. Caro Alberto.
    Tenho 71 anos e em 26 deles foi reporter da Cultura de Poços de Caldas por 26 anos. Vi aquela Ferroviaria de Rosan, Antoninho e Porunga- Rodrigues,Dirceu e Cardarelli- Miranda,Dudu, Baiano, Bazzani e Beni. Bons tempos aqueles com o Come-Fogo, da Prudentina,do XV, Noroeste e tantos outros. Moro há 26 anos nos EUA e pela internet vejo a Gazeta dos domingos à noite com o comando do Flavio Prado,que tive o prazer de recebe-lo em minha casa junto com sua familia. Tenho até foto da ocasião.
    Dizem que somos saudosistas,mas o futebol de 40 anos atrás era muito melhor. Tô certo.
    Um abraço do radialista distante e saudoso e ver um futebol ao vivo.
    Luiz Fernando

  8. Interessante como tem anti-corinthiano. Dizer que o timão teve sorte em ganhar a libertadores é uma piada.
    O time ficou Invicto após 14 rodadas superando Vasco e Santos e o Boca na final.
    Em 2013 seria outra Libertadores mas a Comembol não deixou com aquela atuação do Amarília. Que vergonha, dois gols anulados e dois pênaltis não marcados.
    O time sofre o desmanche com a saída de seu principais atletas e mesmo assim lidera o campeonato paulista.
    Ainda querem argumentar o que? É aceitar e pronto.

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