
Até que o Palmeiras começou o jogo arrumadinho. Durante um certo tempo, acertou algumas jogadas coletivas fora do padrão habitual desse time, e, logo de cara, poderia ter criado excelente chance de gol caso Barrios não pisasse na bola quando partia livre em direção à meta uruguaia.
Mais adiante, lá pelos 33 minutos de jogo, Erik sofreu pênalti que o juiz não marcou. Um minuto após, porém, Dudu serviu Jean de bandeja na área – rede!
A partir daí, contudo, o Verdão caiu na velha desorganização, quase pânico, permitindo ao River cercar sua área até o apito final da etapa inicial.
É que, jogando com três volantes e sem nenhum articulador de fato no meio de campo, o Verdão dependia de Dudu para organizar as jogadas de ataque. Definitivamente, não é seu perfil.
Tiago Santos rugia lá atrás como autêntico leão-de-chácara, e, embora Jean e Arouca sejam hábeis e velozes o bastante pra se aproximarem ao ataque, ficam nisso. Resultado: o Verdão voltou a despachar a bola pra frente de qualquer maneira, num autêntico jogo de pingue-pongue, bola que vai, bola que vem.
Mais do que nunca, nas ausências forçadas de Moisés e de Cleiton Xavier, o Verdão carecia de Robinho, um meia capaz de assentar o jogo e melhor distribuir a bola a partir do meio de campo.
Marcelo Oliveira, porém, preferiu trocar Erik pelo menino Jesus, seis por meia dúzia, do ponto de visto tático. Mas, tecnicamente, acabou fazendo a diferença.
E, logo de cara, pênalti de Prass que Santos converte: 1 a 1.
Foi o sinal pra entrada de Alecsandro, no lugar do ausente Barrios.
Pois não é que justamente os dois que entraram colocaram o Verdão na frente novamente? Aos 13, passe exato de Zé Roberto para Alecsandro, que, de peito, deixou o menino Jesus na cara do gol: 2 a 1.
O diabo que nem houve tempo pra celebrações, pois, num rápido contragolpe, corner, que Montelongo, sozinho na área, colhe de cabeça: 2 a 2.
Foi o que bastou para Robinho finalmente entrar em campo no lugar de Arouca, de pouca inspiração e movimentação limitada.
O jogo, então ganhou muito em emoção, mais para o Verdão do que o River. Tanto, que, por pouco, Gabriel Jesus não fez o gol da vitória, depois de lambança da defesa uruguaia. E até o fim, só deu Verdão tentando o terceiro gol.
Com os dois obtidos na casa do inimigo, o Palmeiras, contudo, fica em situação privilegiada para o jogo da volta.
Meno Male.
Alberto,
Fala para esse treineiro que ele precisa posicionar o Zé Roberto a frente dos dois zagueiros para iniciar a transição defesa-ataque. Temos exemplos bem sucedidos desse tipo de situação.
Pirlo na Juve atuava a frente dos dois jogadores para iniciar a construção da saída de jogo. Xabi Alonso faz o mesmo no Bayern.
Os técnicos brasileiros precisam ser criativos. Ganham muito para fazer só o óbvio………
Todo mundo comenta quase que a mesma coisa sobre o time do Palmeiras. E não é preciso ser nenhum gênio para ver que o time não tem esquema de jogo. Agora, a única pessoa que não vai admitir isso é o Senhor Marcelo de Oliveira. Qual seria a tática para resolver esse embrolho? Simples, encher o ego do técnico. Admitir que esse é um sistema de jogo maravilhoso. Que em breve o time irá entender aquilo que o treinador deseja. Dessa maneira, o Senhor Marcelo de Oliveira irá propor um novo esquema de jogo. De preferência com um time sem Dudu e Gabriel Jesus…. Esses jogadores mais atrapalham do que ajudam o time. Analisem a quantidade que gols e passes que são desperdiçados por eles.