Real, United e o peso na alma.

Real Madrid's new French coach Zinedine Zidane gestures during the Spanish league football match Real Madrid CF vs RC Deportivo La Coruna at the Santiago Bernabeu stadium in Madrid on January 9, 2016.  AFP PHOTO / GERARD JULIEN / AFP / GERARD JULIEN
Foto: AFP / GERARD JULIEN

Não sei o que Zidane fez com esse time do Real. Se implantou, em tão pouco tempo, um novo sistema de treinamento, essas coisas mais técnicas. Desconfio que simplesmente, no vestiário, soprou a sombra da alma do time que o fazia jogar feito um grupo de zumbis, desconexo e sem objetivo.

O fato é que o Real visto neste sábado goleando o La Coruña por 5 a 0 foi uma equipe de alma leve, voltada para o ataque, ainda que o adversário ousasse também suas estocadas. Pero no hay que temer, deve ter sido a ordem de Zidane no vestiário. Quem quer alcançar a excelência tem de arriscar.

E assim foi, com três gols de Bailey e dois de Benzema, pra desgosto de Cristiano Ronaldo, que perdeu três chances claras para alcançar ou até superar Neymar e Suárez, na tábua de artilharia do campeonato espanhol.

Aliás, o desempenho do Real foi exatamente o contrário do Manchester United, pouco antes, pela Copa da Inglaterra, quando os Diabos Vermelhos venceram o modesto Sheffield por 1 a 0, gol de pênalti de Rooney já nos acréscimos.

Mais uma vez, o United foi um time de pernas e cabeça pesadas, sem a mais remota criatividade, e, por isso mesmo, incapaz de amedrontar o adversário.

Comparando o Real com o Manchester, tudo indica que, a exemplo do que aconteceu com Zidane em Madri, o auxiliar que assumiu a chefia de Benitez, Giggs vai acabar, mais cedo ou mais tarde, substituindo Van Gaal, pois esses treinadores de perfil autoritário e excludente costumam se dar mais bem com elencos opacos do que com grupos brilhantes.

Logo, logo, enchem o saco dos jogadores. E o jogo é jogado pelos jogadores, meu.

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