
Não sei o que Zidane fez com esse time do Real. Se implantou, em tão pouco tempo, um novo sistema de treinamento, essas coisas mais técnicas. Desconfio que simplesmente, no vestiário, soprou a sombra da alma do time que o fazia jogar feito um grupo de zumbis, desconexo e sem objetivo.
O fato é que o Real visto neste sábado goleando o La Coruña por 5 a 0 foi uma equipe de alma leve, voltada para o ataque, ainda que o adversário ousasse também suas estocadas. Pero no hay que temer, deve ter sido a ordem de Zidane no vestiário. Quem quer alcançar a excelência tem de arriscar.
E assim foi, com três gols de Bailey e dois de Benzema, pra desgosto de Cristiano Ronaldo, que perdeu três chances claras para alcançar ou até superar Neymar e Suárez, na tábua de artilharia do campeonato espanhol.
Aliás, o desempenho do Real foi exatamente o contrário do Manchester United, pouco antes, pela Copa da Inglaterra, quando os Diabos Vermelhos venceram o modesto Sheffield por 1 a 0, gol de pênalti de Rooney já nos acréscimos.
Mais uma vez, o United foi um time de pernas e cabeça pesadas, sem a mais remota criatividade, e, por isso mesmo, incapaz de amedrontar o adversário.
Comparando o Real com o Manchester, tudo indica que, a exemplo do que aconteceu com Zidane em Madri, o auxiliar que assumiu a chefia de Benitez, Giggs vai acabar, mais cedo ou mais tarde, substituindo Van Gaal, pois esses treinadores de perfil autoritário e excludente costumam se dar mais bem com elencos opacos do que com grupos brilhantes.
Logo, logo, enchem o saco dos jogadores. E o jogo é jogado pelos jogadores, meu.