
Pelo visto, Renato Augusto está de partida pra China. Afinal, 2 milhões de reais por mês derretem qualquer coração empedernido.
Com a saída de Jadson, desfaz-se assim a dupla de meias que foram a base de criação do Corinthians campeão do Brasil.
Aliás, ambos frequentaram todas as seleções do ano e disputaram a primazia de melhor jogador da temporada por aqui, juntamente com Lucas Lima, do Peixe.
Dois exemplos de como não se deve estigmatizar de vez um jogador de futebol, como costumam fazer nossa mídia e o torcedor em geral.
Sim, porque o Jadson, alheio, dispersivo, pouco combativo do São Paulo, ao vestir a camisa alvinegra que lhe deu Tite, transformou-se da água pro vinho. Virou um meia ativo, participativo, exímio assistente e finalizador. Aqui, sem dúvida, vê-se claramente as digitais do técnico.
E Renato Augusto, o bichado, que não conseguia cumprir uma temporada sem baixar enfermaria semana sim, semana não, lá na Alemanha?
Bastou cair nas mãos dos médicos, fisioterapeutas e fisiologista do Timão pra virar um exemplo de vigor físico e constância em campo. Isso, claro, sem falar nos seus inegáveis dotes técnicos.
Bem, e como ficará o Corinthians depois de duas baixas tão significativas?
Se o Mosqueteiro conseguir contratar Marquinhos Gabriel e a Fiel tiver paciência com Marlone, não tenho dúvidas que Tite, no devido tempo, remontará esse time campeão. Talvez, não no mesmo nível. Mas, pelo menos, próximo dele.
E, caso reincorpore Pato, este, sim, o Pato do São Paulo, coisas melhores virão por aí. E aqui, mais do que nunca, a torcida será o fiel da balança, se adotar aquela tradicional postura: se vestiu a camisa do Corinthians, é o maior do mundo.
NA LINHA DO GOL
Zidane assumiu o Real, no lugar de Rafa Benitez, cuja demissão era apenas uma questão de tempo. Isso, porque o espanhol é duro de molejo no trato com as estrelas do estrelado Real. E olhe que Benitez teve um aproveitamento de cerca de 70 por cento dos jogos disputados pelos merengues sob seu comando. Mas, isso não basta para a grandeza do Real, que adota o velho dito segundo o qual não basta vencer, é preciso desfrutar. Pois, foi exatamente nessa direção que Zinedine enviou suas palavras na primeira entrevista coletiva como novo treinador: “Quero fazer o time jogar bonito. Um futebol ofensivo embora equilibrado”. É assim que pensam, falam e agem os verdadeiramente grandes. Se vai conseguir, é outro departamento.
A propósito, Zidane, quando assumiu o time B do Real, foi vetado pela federação espanhola por não possuir o diploma de técnico. Poderia tê-lo conseguido num desses cursos de três meses que alguns treinadores brasileiros andam fazendo por aí. Mas, preferiu cumprir o de três anos, na França, mais consistente, claro.
Parece que o São Paulo já acertou com Lugano e só espera a liberação do Cerro, o que não deverá ser fácil, pois o Tricolor quer se basear numa cláusula do contrato do jogador com o clube paraguaio, para trazê-lo de graça de volta ao Morumbi. Em todo caso, o desejo da torcida tricolor será atendido, pois é só isso que move a diretoria errática do São Paulo. Isso, e o tal líder do grupo, algo um tanto difuso nas relações entre egos sensíveis. Outro na mira tricolor é Menna, aquele lateral-esquerdo chileno que no ano passado transferiu-se do Santos para o Cruzeiro, onde perdeu o lugar para Fabrício. Huummm…
Gil,Elias,Betão e Mancom também sairão !