Copinha: as goleadas relativizadas

Foto: Rubens Chiri/SPFC
Foto: Rubens Chiri/SPFC

Essas goleadas estrondosas nesta fase inicial da Copinha não costumam ter o tamanho que sugerem. Afinal, há enormes diferenças técnicas e físicas entre alguns dos competidores.

Por isso, vale relativizar os dez gols do Coritiba na sua estreia, os doze do Inter nas duas primeiras partidas, assim como os onze do São Paulo, sete só no jogo desta noite de terça sobre o Tiradentes.

Mas, sempre se pode extrair alguns dados dessas goleadas. Por exemplo, no caso do São Paulo, aqueles lances oferecidos pelo meia Lucas Fernandes, além dos de Neres, mais discreto na goleada desta noite.

O que realmente me surpreendeu foi a discrição do desempenho dos Meninos da Vila, que, nesta segunda-feira, venceu de virada o América do Recife por 2 a 1.

Você espia esse time do Santos e não vê nada que se relacione com os Meninos da Vila tradicionais. Nem no estilo de jogo, tampouco na presença de um daqueles jogadores que sugerem um futuro acima do lugar-comum.

O mesmo pode se dizer do Corinthians, que venceu seus dois primeiros jogos por 2 a 0 sem, contudo, despertar maior atenção sobre os seus futuros craques.

Mas, como já disse, é apenas um começo.

Vejamos, vejamos.

NA LINHA DO GOL

Essa tramóia já estava armada desde quando Del Nero decidiu se afastar temporariamente da presidência da CBF: elege o tal Coronel Nunes, aquele que disse que, aos 75 anos de idade, ainda tem de aprender tudo sobre administração do futebol brasileiro, como vice-presidente; volta, rapidamente, o suficiente para legalizar a ascensão do paraense em seu lugar. Nada muda, pois Del Nero, continua a manipular seu boneco, mesmo do lado de fora da sede da CBF. E tudo continua como antes.

A turma fica gastando o latim, propondo isto e aquilo. Vamos mudar a estrutura do futebol, busquemos com lupa o homem providencial e tal e cousa e lousa e maripousa. Nesta quadra da minha longa vida, o ceticismo atingiu um ponto em que só me resta pedir desculpas pela descrença tão profunda até mesmo em longo prazo. A estrutura do nosso futebol, dividido em federações etc., está falida há muito tempo. Mas, o diabo é que qualquer que seja sua transformação quem a tocará serão indivíduos. Esses mesmos caras ou seus clones que aí estão, na CBF, nas federações, nos clubes, na política, no empresariado, nos sindicatos, no diabo a quatro. A falha, meu amigo, é genética.

Um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *