
No caso da saída de Jadson, o Andrés Sanchez acertou na mosca: clube do tamanho do Corinthians não pode ser refém de um jogador como Jadson. Foi útil nesta temporada? Utilíssimo! Um dos três melhores jogadores do Brasileirão, ao lado de seu companheiro Renato Augusto e do peixeiro Lucas Lima.
Marcou uma pá de gols, deu assistências pra valer a seus companheiros, compôs muito bem o quarteto de meio de campo do time, ajudou no desarme, cobrava as faltas, escanteios e tudo o mais. Não nos esqueçamos, porém, que, aos 30 anos de idade, Jadson pouco foi aproveitado por Mano Menezes (o único a convocá-lo pra surpresa geral) na Seleção. – uma Seleção, diga-se, carente de craques -, assim como era peça descartável no São Paulo, tanto que foi dado de graça em troca do empréstimo de Pato.
Ajustou-se, depois de um tempo de adaptação, muito bem a um time organizado com senso por Tite. Mas, quem garante que repetiria o mesmo desempenho no próximo ano, pois não se trata de um jovem jogador, cheio de expectativas, cuja tendência é crescer com o passar do tempo? Ao contrário: atingiu o auge só agora, aos trintinha; e o caminho, a partir do topo, é só descida, meu.
Já Marlone, que veio para substituí-lo, anda no sentido contrário: jovem ainda, bom de bola, despontou no Vasco, passou despercebido pelo Flu e pelo Cruzeiro, para desabrochar no Sport.
Dizem que é de temperamento ainda muito acanhado, razão de suas oscilações em campo. Mas, a tendência, com o passar do tempo, num clube sem marolas e um time comandado por um cara sensato que sabe trabalhar o ânimo da tropa, a tendência é Marlone acertar de vez o pé.
Ah, mas Marlone não cumpre as funções destinadas a Jadson, joga pela esquerda, não pela direita, e tal e cousa e lousa e maripousa, argumentam nossos especialistas. Aqueles mesmo que apregoam a versatilidade como o néctar da modernidade. Pra colocá-lo em campo, Tite terá de alterar o esquema que anda tão bem.
Com todo o respeito, discordo, pois Marlone é destro, como Jadson; é um meia típico, como Jadson, que tanto arma como desarma, portanto, capaz perfeitamente de circular da direita para o centro, como Jadson fazia.
Não se trata de um jogador como Pato, que, embora destro, pediu pra jogar pela esquerda no São Paulo, já que são dois jogadores de características bem diferentes – Pato é basicamente um finalizador, daqueles de receber a bola na esquerda, cortar pra dentro e bater de direita a gol; Marlone, ao contrário, é um armador, um preparador de jogadas, que não pode ser confinado a uma zona periférica do campo. pra realizar uma única jogada final.
Claro que alguns pequenos ajustes Tite terá de fazer, pois nenhum jogador é exatamente igual ao outro. Contudo, vou além: se a Fiel tiver paciência e apoiar o rapaz, Marlone tem bola pra fazer a turma esquecer de Jadson rapidamente.
Eu sempre gostei dessa dupla,Bruno e Mcgyver ! Esse Marrone nunca me empolgou,pois as mirabolantes resenhas esportivas vespertinas são demais,eu sempre acho um transponto entre elas !