
Já disse e repito: na Inglaterra, acima dos éditos da Rainha, prevalece a lei do Chacrinha – o jogo só acaba quando termina.
Não deu outra no clássico entre Arsenal e Manchester City, jogo com ares de decisão do torneio, embora nenhum dos dois seja o líder, posto ocupado pelo modesto Leicester, a sensação da temporada, mas sobre o qual não recaem maiores esperanças de que consiga chegar lá.
O fato é que o Arsenal, mesmo jogando em casa, renunciou àquele toque de bola que o aproxima tanto do estilo Barça de jogar. Ou, esse meio de campo do City, sob o comando de Yayá Touré, o mais completo meio-campista do planeta, foi que se apossou do setor e obrigou o adversário a jogar no contragolpe.
E foi com esse expediente que o Arsenal disparou 2 a 0, gols de Walcott e Giroud, em apenas três disparos ao gol de Hart, ainda no primeiro tempo. Graças aos passes açucarados de Mözil, o maior assistente do campeonato, sobretudo a partir do instante em que deixou a ponta-esquerda para jogar no meio, sua praia.
Mas, o City, que havia começado bem o jogo, criando boas chances, no segundo, debruçou-se de vez sobre o inimigo, que respondeu com mais três contra-ataques fulminantes, porém, incertos. E, com Yayá Touré atuando praticamente como atacante, reduziu o placar numa batida de canhota do magnífico crioulo, dessas de se rever pelo resto dos dias.
E, até o apito final, foi aquele sufoco, com o Arsenal inteirinho estocado na sua grande área, rezando para que o empate não se concretizasse.
Foi muito divertido.
O Arsenal criterioso e sentimental deu mostras de sua iguinoranssa.Pode isso ?