
O novo técnico do São Paulo, Edgardo Bauza, nem bem assumiu o time e já ofereceu uma lista de contratações, todos argentinos, claro, pois é o mercado que ele conhece. Dentre essas sugestões, lá está um nome e uma cifra – o lateral-direito do San Lorenzo, ex-time de Bauza, Buffarini, cujo valor em pauta é o de 12 milhões de reais.
Mesmo levando em conta que por ali passaram sem êxito dezenas de jogadores, desde a saída de Cafu, lá nos 90, e supondo-se que Buffarini seja um bom jogador, embora aos 27 anos de idade ainda não tenha feito nenhuma partida pela seleção de seu país, para um time mergulhado em dívida atroz como o Tricolor atual, é um investimento pesado, convenhamos.
Outro nome na lista de Bauza é o volante paraguaio Ortigoza. Espie só o amigo sua foto postada no site da gazetaesportiva.net hoje: mais parece jogador de rúgbi do que de futebol. Mas, muitas vezes, as aparências enganam, logo, não sejamos cruéis com o rapaz. Vai que, contrariando todo o histórico do futebol praticado pelos paraguaios, feito de muita combatividade e pouca técnica, Ortigoza tenha a fineza e o descortino de um Redondo, por exemplo. Só vendo pra avaliar.
Mas, se for o que aparenta ser, a torcida tricolor vai vibrar, pois é só isso que ela pede: raça, força, porrada, coisas do gênero.
Nessa linha, a diretoria parece ter se rendido ao clamor das arquibancadas e aprovou a volta de Lugano. E não me admiraria se colocasse nesse pacote também Álvaro Pereira, aquele lateral-esquerdo que dá carrinho de cabeça mas não acerta um cruzamento em dez.
Some a tudo isso as informações de que Bauza é adepto do tal futebol de resultado – ou seja: casinha fechada e contragolpes – e começa a se desenhar o São Paulo para a estreia na Libertadores e no Paulistão. Isto é: tudo dentro dos conformes do futebol que se pratica por aqui e na Argentina, escolas que abdicaram de suas características ofensivas e inventivas para se fechar nesse círculo vicioso do antijogo. E ainda há quem não entenda essa superioridade abissal de um Barça frente ao Santos e ao River, em duas finais do Mundial de Clubes recentes.
Claro que Bauza pode chegar com seus reforços a tiracolo e, num passe de mágica, fazer o São Paulo aplicar em campo aquele jogo prático e funcional que lhe permita seguir adiante na Libertadores e até levantar o Paulistão. Seria um prodígio, mesmo porque, até agora, não ouvi nenhuma referência a reforços para o ataque, desfalcado de seus dois titulares – Luís Fabiano e Pato.
Mas, a questão não é essa. A questão é a lógica na contratação de Bauza.
A proposta, segundo Ataíde, para trazer um treinador estrangeiro era a de oxigenar nosso futebol com novos conceitos, novas metodologias de treinamento e tal e cousa e lousa e maripousa, algo no estilo da vinda de Don Osorio, que, em termos de treinamento, inovou no Morumbi. Nesse caso, palmas pro Ataíde!
Contudo, se for pra trazer um estrangeiro com a cabeça de treinador brasileiro atual, que vantagem Maria leva?
Pior: por desconhecer nosso mercado, certamente deixará passar oportunidades melhores do que as escolhidas na praia que ele conhece de cor, mesmo porque argentinos e brasileiros realmente bons de bola estão lá, do outro lado do mundo. O que restou por aqui é elas por elas, meu.
Mas, enfim, vamos esperar pra ver antes de aprofundarmos essas análises. Quem sabe, Bauza, de fato, tenha outras ideias na cabeça e consiga montar um São Paulo que jogue uma bola redonda mais próxima de sua tradição, de um passado remoto que hoje é o sumo da modernidade lá fora, do que aquele clamor embrutecido de sua atual torcida.
NA LINHA DO GOL
O meu querido Jorge Nicola aposta no interesse do Corinthians por Rafael Sóbis e Marcelo Moreno. Dois atacantes experientes e funcionais, embora de característica diversas, que se completam em campo, diga-se. Sóbis, mais veloz e habilidoso, gosta de explorar os flancos. Moreno, de técnica mais reduzida, é um centroavante típico e goleador por excelência. Sóbis não é exatamente o meia para substituir Jadson, mas Moreno pode quebrar um belo galho, caso Love vá pra China mesmo.
Blatter e Platini foram banidos do futebol por oito anos, pelo Comitê de Ética da Fifa, remodelado depois do afastamento temporário do presidente. Isso, por conta daqueles inexplicáveis 2 milhões de euros que Blatter repassou a Platini, tempos atrás. Blatter, inconformado, deblaterou (não resisti ao trocadilho, desculpe) contra essa decisão, em entrevista coletiva. Mas, resta a pergunta: por que oito anos de banimento, a exemplo do que ocorre com nossos políticos pegos com a boca na botija? Ora, político e cartola não são profissões, são mandatos outorgado por um colégio eleitoral. Portanto, se desonram esses mandatos por que não bani-los definitivamente da política ou da cartolagem, ao cometerem ilícitos? Eles que vão cuidar da sua vida em outra freguesia, pô! Se possível, honestamente.
Terminado e cumprido o prazo da punição,Platini estará com 68 anos e Blatter com 87.Faz lembrar a velha frase de Rui Barbosa,:”Não se deixem enganar pelos cabelos brancos, pois os canalhas também envelhecem.”
Esse tal de Barça,Lorenzo Barça,pediu argentinos,né ?
O SPFC repete os erros do Palmeira e Gareca.
Melhor teria sido contratar Levir Culpi ou ABEL Braga
Dias difíceis pela frente