
Alguém aí tinha dúvidas sobre o desfecho dessa história? Era como ler um livro de mistério de trás pra frente.
A distância técnica e tática, sem falar na financeira, entre o futebol dos grandes centros europeus e da América do Sul é abissal.
Ainda mais quando se trata desse Barça de Messi, Suárez, Neymar, Iniesta, Busquets… A propósito de Busquets, ouvi outro dia de um querido treinador brasileiro que se tratava de um jogador comum, incapaz de dar um passe longo.
Pois, é. Ainda neste domingo, Busquets meteu aquele lançamento de vinte metros para Suárez marcar o segundo gol de sua equipe.
Cito esse caso pra exemplificar como estamos atrasados, sobretudo na capacidade de ver e entender o jogo, aquele que esteve aos nossos pés e agora só resta na memória do brasileiro mais vivido. E que o Barça reproduz como quem o tem impresso em seu DNA, com a maior naturalidade. Se Busquets faz lançamentos de tempos em tempos é porque o Barça, habitualmente, se debruça sobre o adversário, reduzindo o campo à sua metade ofensiva, onde não há espaço se não para a troca de bola vertiginosa, nunca o lançamento.
Foi assim que envolveu o River Plate, o campeão sul-americano do qual o amigo não é capaz de extrair um só craque de fato, muito menos aquele toque de bola típico dos argentinos, o célebre toco y me voy. Quem toca e vai e vem e vorta e tal e cousa e lousa e maripousa é o Barça, que soma nos pés de Messi, Neymar e Suárez as qualidades das três principais escolas do nosso hemisfério: a técnica do argentino Messi, a habilidade do brasileiro Neymar e a contundência do uruguaio Suárez, que deixou Hiroshima com o título de maior artilheiro dos Mundiais, com cinco gols em dois jogos.
E olhe que os 3 a 0 finais – dois de Suárez e um de Messi, com duas assistências de Neymar – ficou barato para o River, embora os Millonarios tenham metido uma bola na baliza catalã, num dos seus raríssimos ataques. Só Messi perdeu dois gols que ele normalmente faz como se estivesse tomando um copo d’água.
NA LINHA DO GOL
O Bayern, que não dorme de touca, já anunciou seu próximo treinador: Carlo Ancelotti. Isso, porque Guardiola está disposto a cumprir seu contrato até o fim do campeonato, já no papo mesmo faltando um turno pra terminar, e, sem seguida, partir pra nova aventura. Pelo visto, Guardiola quer cumprir o ciclo dourado do futebol: da Espanha à Alemanha; da Alemanha à Inglaterra (fala-se nos dois Manchester). E daí? Daí, seria muito bom para o futebol que ele assumisse, digamos, o Milan, pra reensinar os italianos a jogar bola. Isso, claro, antes de assumir, por fim, a Seleção Brasileira, com vistas à Copa de 2022, seu grande sonho.
O Real, finalmente, tirou a barriga da miséria diante do Rayo Vallecano, num jogo inusitado. Sim, porque o Real começou vencendo com um gol de Danilo, na melhor partida do brasileiro desde que vestiu a camisa merengue. Mas, logo tomou uma inesperada virada – dois gols de cabeça. Eis, porém, que o juiz, ainda no primeiro tempo, expulsa dois do Rayo, e, então, sobreveio a tempestade de gols: 10 a 2! Quatro de Bale, três de Cristiano Ronaldo e três de Benzema, o único trio atacante capaz de se rivalizar com o MSN do Barça.
Ninguém aqui estroféra você,põe mimos na sua cabeça,Carlos ! Estou de acordo com você.
Deu a logica , mais uma vez o Barcelona de uma aula de futebol , do jeito que o Alberto Helena gosta . Grande abraço mestre.