
Finalmente o Corinthians pôde celebrar sem ressalvas o título brasileiro, que já lhe estava encaminhado desde o final do primeiro turno, quando ultrapassou o Galo na liderança do campeonato.
Sim, porque a partir daí aquele Corinthians firme na defesa mas avaro no ataque, ganhou o equilíbrio exato e o estímulo para cumprir um segundo turno exemplar, chegando a oferecer, além de eficiência, belos momentos do jogo da bola.
Enquanto isso, o Galo oscilava, ora bem, ora mal. Como nesta noite mágica de quinta-feira.
Em São Januário, o campeão tinha um olho no desesperado Vasco e outro no Morumbi, à espera de que o São Paulo desse uma mãozinha pra ambos, pois o Tricolor ainda sonha com uma vaga na Libertadores.
Isso, por certo, travou o Timão ao longo de todo o primeiro tempo e boa parte do segundo, o que permitiu ao Vasco abrir a contagem aos 29 minutos, com Júlio César aproveitando passe exato de Nenê, o craque do Almirante.
Era mais ou menos o que acontecia no Morumbi onde São Paulo e Galo se arrastaram tediosamente durante toda a etapa inicial.
Mas, na segunda, depois do gol de Luan, Milton Cruz resolveu destravar seu time, colocando em campo Kardec e Rogério, nos lugares de Bruno (Hudson foi para a lateral) e Pato, deixando o Tricolor com apenas um volante – Tiago Mendes.
O jogo, que até então era um longo bocejo, incendiou-se. Kardec empatou, depois de ter perdido bela chance. O Galo, porém, desempatou um minuto depois, com Dátolo, para, em seguida, receber uma enxurrada de investidas do Tricolor, em noite inspirada de Rogério, até que o placar final mostrasse os números implausíveis, graças a mais um gol de Kardec e outro, de pênalti, de Luís Fabiano: 4 a 2!
Placar que recolocou o Tricolor no quarto lugar do campeonato, já que o Peixe, imbatível no Alçapão da Vila, não foi além de um empate por 0 a 0 com o Flamengo.
Nessas alturas, o Corinthians poderia perder até de goleada que a taça já era sua.
Mas, um verdadeiro campeão não se dobra assim. E o Timão partiu pra cima. Lucca, que acabara de entrar, desperdiçou de cabeça duas chances incríveis para, na sequência, ajeitar também de cabeça a bola que Love concluiu às redes de testa.
Love, que era isso, era aquilo, enfim, fez o gol que honrou o título obtido com todos os méritos, espantando a derrota que daria um tom um tanto amargo à gloriosa conquista. Mesmo porque perder não consta do cardápio de um campeão.
E assim a noite desta quinta-feira conseguiu o prodígio de terminar com alvinegros e tricolores, abraçados, comemorando cada um seu feito. Quem diria?
Alberto Helena, você considera o Corinthians o clube brasileiro mais vitorioso do século ?
E pra você, qual o melhor jogador nesse campeonato ?