No primeiro tempo, uma longa pasmaceira, depois do gol relâmpago de Marcos Guilherme, logo a um minuto e meio de bola rolando, aproveitando cruzamento da esquerda que pegou a defesa verde aberta.
Mas, no segundo tempo, sobretudo depois das entradas de Gabriel Jesus e de Arouca, deu a louca no Palmeiras, que partiu pra cima do Furacão e virou o placar, com Robinho, logo aos 8 minutos, em bola esticada por Jackson para o menino Jesus que disputou no alto com o peito (e com a mão?) e levou a bichinha até o companheiro, que finalizou certo.
Dudu, em seguida, perde gol feito, assim como Cristaldo, na sequência. Tudo indicava que o Palmeiras, finalmente, iria sair da inhaca, ainda mais depois do gol da virada, com Jackson, de cabeça, aos 29 minutos, fruto de corner cobrado por Zé Roberto.
Deu-se, então, a entrada do menino Ewandro, emprestado pelo São Paulo ao Atlético. E não é que o garoto revira o placar e a alma verde?
Pois, em três minutos, dos 38 aos 41, Ewandro mete dois gols, sem contar aquele, por cobertura, que saiu raspando o poste de Prass.
Aí, o Palmeiras, que já havia se descontrolado com o gol de empate, entrou em parafuso. Sobretudo, porque o terceiro gol do Atlético nasceu de uma jogada irregular – falta cobrada cinco metros antes do local exato, quando juiz e palmeirenses atendiam o jogador do Atlético caído no campo.
Gramado pegando fogo, Jackson é expulso já nos acréscimos, assim como o seria Robinho, pouco depois. Mas, entre um e outro, eis Alecssandro, que substituíra a Cristaldo, tocando para as redes bola que pipocou várias vezes na área do Furacão: 3 a 3.
Meno male, dirá o velho palestrino, já desencantado com a possibilidade de o Palmeiras ganhar uma vaga na Libertadores via Brasileirão, embora ainda reste a esperança da Copa do Brasil, na decisão com o Peixe.
