Tá e não tá de bom tamanho

Foto: AFP
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O amigo pode argumentar que empatar por 1 a 1 com a Argentina, no Monumental de Nuñez, em jogo válido pelas Eliminatórias, até que tá de bom tamanho. Tá e não tá.

De um lado, compensa saber que, para os hermanos, até agora em jejum na competição continental, é quase uma letra de tango. De outro, é perceber que nem com todas as vantagens proporcionadas pela ausência de meio time titular do adversário, enfiado em crise, nos deram a vitória. Nem com Neymar, apagadíssimo no primeiro tempo e um tanto mais animado no segundo.

Ah, mas o Brasil também não tem time, dirá o mais cético pachequinho.

Também não é assim. Os jogadores que lá estavam com a canarinho são todos titulares em grandes times do mundo, alguns, então, atravessando fase esplendorosa, caso de Neymar e de Douglas Costa, que só entrou no segundo tempo para dar aquela cabeçada na trave para Lucas Lima empatar o jogo.

O que nos falta é um conceito de jogo e uma preparação adequada para que todos consigam um desempenho de acordo com suas possibilidades. Some aí o número de passes errados do nosso time. E acrescente o comportamento coletivo da equipe.

De início, ficamos lá atrás, enquanto os argentinos, sob o exímio comando de Di Maria, pressionavam, até chegar ao seu gol de abertura, com Lavezzi, aos 32 do primeiro tempo.

Mas, como eles sofrem do mesmo mal que nos assola, ao marcarem seu gol, recuaram.

E, na segunda etapa, sobretudo depois que Dunga resolveu colocar Douglas Costa no lugar de Ricardo Oliveira, um centroavante goleador mas que pouco colabora no toque de bola coletivo, o Brasil tomou conta da bola e dos espaços. Claro, pois, solto pelo meio, Neymar saiu da toca e de seus pés nasceu a jogada que resultaria no gol de empate – bola pra Daniel Alves, que cruzou pra Douglas Costa cabecear na trave e Lucas Lima aproveitar o rebote, aos 11 minutos. Isso, depois de Banega ter metido uma bola no poste de Alisson.

O fato é que, se Brasil e Argentina não resolverem mudar o braço da viola ou o tom bandoneon, ambos acabarão sendo atropelados por Chile, Equador e Colômbia, que praticam um futebol mais ousado, lépido e criativo do que os dos dois gigantes a América.

 

Um comentário

  1. o grande problema é o treinador que não é treinador……..não faz coisas diferentes…..não cobra…está relaxado achando que só resultado é suficiente………jogadores mais acomodados ainda….não se vê um único jogador cobrando o restante do elenco……a cada jogo futebol da seleção envergonha todo mundo……e na terça feira mesmo vencendo mas não convencendo acho que a torcida deveria dependendo do que acontecer deveria soltar uma grande vaia a esses arrogantes jogadores da seleção………

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