No limite do óbvio: 3 a 1.

Foto: AFP
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Um gol logo com pouco mais da metade de um minuto sempre dá aquele alívio para um time como o Brasil, que vinha de derrota na estreia das Eliminatórias para o Chile. Some-se a isso a generosidade habitual da torcida nordestina, e nossa Seleção tinha tudo pra se redimir e sonhar com uma classificação mais maneira do que a prevista até a véspera.

O tal gol nasceu de uma roubada de bola de Luiz Gustavo na saída falha da defesa venezuelana, que Willian transformou num petardo indefensável.

Assim, mais animadinha, nossa equipe até que rompeu por alguns momentos com o surrado roteiro de entregar a bola ao adversário e ficar ali na espera do contragolpe fatal. Por alguns momentos, eu disse. Pois, logo após o segundo gol, também de Willian, concluindo bela arrancada de Felipe Luís que cruzou para Oscar fazer o corta-luz antes da conclusão do artilheiro da noite.

Mas, logo a seguir o Brasil voltou à velha inhanha. Arrecuou os arfos, que pela primeira vez haviam se projetado mais do que o de costume, e passou a jogar no limite do óbvio.

Sim, houve, logo no início do segundo tempo, aquele cruzamento de Douglas Costa que se chocou com o travessão.

Contudo, a Venezuela, que já vinha tocando a bola e pressionando, chegou ao seu gol em jogada recorrente: bola cruzada na área, desvio de cabeça de um atacante e Santos aproveitando, de coxa, no segundo pau.

E, quando um frio percorreu a espinha nacional, em dois contragolpes bem engendrados, sobreveio a paz de espírito de novo. No primeiro, Oscar perdeu. No segundo, com Lucas Lima já no lugar de Oscar, o terceiro gol. Foi assim, ó: Lucas Lima, como autêntico armador, foi costurando da direita para a esquerda e serviu a Douglas Costa que cruzou para Ricardo Oliveira aproveitar-se da furada do beque e finalizar de cabeça.

Placar clássico num jogo que terminou em festa com a entrada de Kaká, tão pedida pela torcida, e duas boas chances de elevar o placar a goleada desperdiçadas.

Menos mal, mas nada pra soltar foguetes por enquanto.

3 comentários

  1. Se o Lucas Lima, que vem arrebentando no meu Santos, tivesse mais vontade de fazer gols, ele reinaria absoluto após o Neymar nessa seleção. Ainda assim, ele tem tudo pra colocar o Oscar no banco e ser, enfim, o grande articulador desse time, obviamente, junto com Neymar.

    1. RAFAEL, CONCORDO PLENAMENTE COM SUA ANÁLISE. O LUCAS PRECISARIA TER MAIS FOME DE GOL. O RESTO ELE É MELHOR QUE OS OUTROS DA POSIÇÃO, DE LONGE.

  2. Me desculpe Alberto, mas o primeiro gol foi um frangâo, um peru gigantesco. Se fosse ao contrario nosso goleiro seria crucificado. E não cite o L G em comentários, ele e Fernadinho foram os principais responsáveis pelos 7 a 1. Este cara hoje não joga nem no Vasco. E quem é Douglas Costa? Saudades dos tempos em que vocês metiam o pau no time, até com Pelé em campo. Este time é horrível e não vejo uma critica feroz que exija a saída deste palhaço Dunga e do Gilmar, um incompetente aproveitador.

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