Digamos, apenas para efeito de reflexão, que se concretize o que foi sugerido pela primeira rodada das quartas-de-final da Copa do Brasil. Então, teremos nas semifinais São Paulo x Santos e Palmeiras x Grêmio.
Claro que esse cenário pode se alterar em parte ou inteiramente depois dos jogos da volta, pois trata-se de mata-mata e todas as implicações que isso representa.
Mas, se tivermos São Paulo, Santos, Palmeiras e Grêmio nas semifinais, haverá uma luz piscando no fim do túnel do nosso futebol. Luz que indica uma tendência animadora para sairmos do ramerrão a que nos metemos nas duas últimas décadas. Ou seja: o que esses quatro times têm em comum é a quase obsessão pela busca do gol, através de trocas de passe medido, envolvimento e muita ofensividade.
O Grêmio, quando completo, se utiliza de apenas um volante – Wallace -, que, por sinal, sabe jogar não apenas destruir. Os demais são meias de habilidade, inclusive o mais avançado atacante pelo meio, o menino Luan, que faz dupla lá na frente com Pedro Rocha ou Fernandinho. Só agora Roger Machado está utilizando um centroavante de fato – o recém contratado Bobô, porém, circunstancialmente.
O Santos, nem é preciso falar, com aqueles meninos travessos lá na frente, o meia Renato assentando o jogo de meio de campo, onde Lucas Lima faz uma agitação dos diabos. Isso, sem falar no artilheiro do Brasileirão, Ricardo Oliveira.
Artilharia? Isso é com o Verdão, o ataque mais positivo do campeonato nacional, mera extensão dos conceitos que o técnico Marcelo Oliveira vem aplicando em todos os times que dirigiu até agora.
Quanto aos conceitos de um time que toca a bola a partir de sua defesa e agride o maior tempo possível, são exatamente os que apregoa Don Osorio desde que desembarcou no Morumbi. O diabo é que, ou por conta dos tantos desfalques, ou porque se deixa seduzir demais com a ideia do rodízio, nem sempre consegue colocar esses conceitos em campo, pois futebol é, antes de mais nada, conjunto. E, bons jogadores, claro. E, quando os consegue juntar em campo, o Tricolor cumpre seus desígnios.
Enfim, se essa provável situação se configurar lá adiante, espero que sirva de espelho para os demais clubes brasileiros. Para o bem do espetáculo futebol e para o bem da nossa escola de jogar bola, tão mal provida de bons professores que falem nosso idioma.
E o Osório segundo Puebla?
Pelo visto seus colegas de bancada não leem o próprio site da Gazeta, a deixariam de puxar o saco deste técnico de bolinha de gude.
muito bom ler as observações do helena jr profissional de muita reputaçao