Tricolor (quase) impecável: 3 a 0

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press
Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

Foi um primeiro tempo impecável do São Paulo, diante de um Vasco sem força nem imaginação. E o placar traduziu essa vantagem tricolor: 2 a 0, dois gols de alta técnica de Pato.

No primeiro, o atacante recebeu na intermediária adversária, limpou um, deu mais dois passos e disparou uma bomba no ângulo. No segundo, passe magistral de Ganso para Luís Fabiano dividir com o goleiro; na sobra, Pato, sem ângulo, toca com exatidão no canto oposto.

Até então, o São Paulo, com sua formação mais adequada, cada um na sua, exceção feita ao zagueiro Breno na posição de volante, missão que ele vem cumprindo a contento, diga-se, envolveu o Vasco e somou mais três chances claras para ampliar o marcador.

No segundo tempo, porém, Don Osorio promoveu três substituições que desarticularam a equipe: as entradas de Wesley, com a passagem de Tiago Mendes para a lateral-direita no lugar de Bruno; a de Reinaldo no lugar de Carlinhos; e, no fim, Wilder, saindo Pato.

Carlinhos machucou-se e Pato cansou. Só a saída de Bruno foi por razões técnicas. Infelizmente, Luís Fabiano foi parar no hospital uns quinze minutos antes do apito final, logo depois de ter marcado, de peixinho, o terceiro gol, em cruzamento de Wilder. E, aí, foi um sufoco, embora já nos descontos, apesar da vantagem numérica, o Vasco arriasse, o que permitiu a Michel Bastos e Reinaldo, por pouco, não colocarem um ponto final nessa disputa em 180 minutos.

Aliás, pensando bem, já esses 3 a 0 desta noite são suficientes para deixar o tricolino amigo dormir tranquilo.

Mesmo porque o Vasco gastará todas as energias que ainda lhe restam para fugir do rebaixamento no Brasileirão. Copa do Brasil passou a ser um luxo descartável.

Um comentário

  1. Uma pena o Luis Fabiano ter se machucado!
    Mas, o jogo foi interessante. O Pato jogou bem, mas continua passando o pé por sobre a bola; e ele não é Neymar!
    O Pato deveria ser mais humilde, tanto quando diz que “… no Brasil não tem atacante melhor que eu….”, quanto ele não passa a bola e reclama de quem não a passe, quando está próximo da área! Eu digo ao Pato, apesar dele estar ajudando meu time: jogador igual a você,na sua posição, tem dez na Europa e doze no Brasil. E que o futebol é “association”, como diria o Valter Abrão. Menos, Pato, bem menos: tenho dito!
    E o quê aconteceu como Michel Bastos? Ainda há pouco, ele era o melhor jogador do São Paulo… .
    O Rodrigo Caio me lembra muito o Roberto Dias; preste atenção!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
    Pena que o Luis Fabiano já esteja em final de carreira;o São Paulo poderia fazer uma festa para a despedida dele; junto ou separado com o Rogério Ceni, que joga cada vez melhor.
    O PH Ganso ainda está devendo uma atuação de gala. quando será o evento?
    -Desejo rápida recuperação do luis Fabiano. E o aconselho a cuidar-se fisicamente. E tomar cuidado com tantos impedimentos….

    Vou instilar meu colírio, estou ácido hoje!

    PS: Alberto, considero seu texto um dos melhores do cenário do jornalismo esportivo de são Paulo e do Brasil. Nos tempos de eu menino, gostava de ler o “Mestre” Solange Bibas; o “Mestre” Tomás Manzoni; o “Metre” Armando Nogueira; o Flávio Adauto (sumiu!!!); o Ney Bianchi, o Orlando Duarte, o Paulo de Aquino e um jornalista gaúcho, que mente deste aposentado não conseguiu lembrar o nome. Obviamente existem outros jornalistas muito bons, porém estes são do “scretch”, como diria Edson Leite! Para o time ficar completo, deixo os nomes do Paulo Planet Buarque e do Flávio Iazzetti, caso você queira formar os onze com alguns reservas. Parabéns pelo seu trabalho e empenho em tratar a honrosa missão de ser jornalista.

    Ah, ia me esquecendo: há muitas brincadeiras sobre nomes de jogadores do São Paulo, que são aves: quero aqui lembrar do Bacurau (ave de hábitos noturnos), o Marreco (Amauri do time campeão de 1957; o Pato, o Ganso, o Gallo e um tal de “Passarinho”, dos tempos em que o Ipiranga era um time de expressão em São Paulo, de onde saiu o Bibe, o Ferrari, o Doutor, o Belmiro, o Romeu, o Riberto, além do lateral esquerdo (que era destro), que jogou ainda pelo Palmeiras e XV de Piracicaba;o Dema!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *