Que barbaridade, chê!

gremiohelenaÊta trem bão, sô! Ou melhor: que barbaridade, chê! Parecia decisão de Copa do Mundo ou da Liga dos Campeões: estádio lotado, delirante, e, em campo, dois oponentes destemidos, cada um na sua, com os sinais trocados.

Os mineiros, de bombacha, espora e gibão, cavalgam ousadamente sobre a área dos gaúchos, que, mineiramente na moita, só aguardam a hora de nóis, ó…, como na anedota invertida.

E, não deu outra: a certa altura do segundo tempo, os gaúchos arquitetam um contragolpe tão bem engendrado que Douglas, autor inicial da da troca de passes lá atrás, fuzila para abrir o placar, ao receber passe final de Giuliano. Mais adiante, a cena se repete, só que, desta vez, é Luan quem rola para as redes vazias o passe de Giuliano, acionado por Douglas.

Dois gols de contragolpe, é verdade. Mas, não aquela jogada fortuita, bola disparada da defesa, em que o zagueiro falha e o atacante se aproveita, nada disso. Foi coisa trabalhada, tecida com ciência e talento, bola de pé em pé desde lá de trás, em passes exatos e inteligentes. Uma beleza.

Bem que o Galo tentou até o final, ao menos, o gol de honra. Meteu bola na trave com Dátolo e criou várias chances que Marcelo Grohe tratou de conjurar.

Mas, nem precisava. A honra estava salva pelo empenho e a técnica demonstrados tanto pelo vencedor como pelo perdedor, num jogo que engrandece esse pequeno Brasileirão.

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