O direito do juiz

(Reprodução)
Árbitros protestaram contra veto da presidente Dilma Rousseff (Reprodução)

Pertenço a uma geração que sentiu na pele as dores insuportáveis da mordaça imposta pela ditadura militar. Logo, sou a favor de toda e qualquer manifestação de pensar de quem quer que seja, desde que feita civilizadamente. Com uma única exceção: a de quem defende os defensores da mordaça, como esse bando de imbecis que desfilam pela Paulista pedindo a volta da ditadura. Se eles são contra a liberdade de expressão, não deveriam poder exercê-la. Mas, enfim, essa é uma das dicotomias da democracia, pela graça de Deus.

Estou falando, claro, da manifestação dos juízes de futebol na rodada do Brasileirão deste meio de semana. Eles decretaram antes dos jogos um minuto de silêncio pelo sepultamento da emenda da MP do futebol que lhes concederia taxa de 0,5 por cento do borderô dos jogos de futebol, como direito de arena.

Confesso que não entendi o veto de Dona Dilma, pois essa taxa não sairia dos cofres do Tesouro Nacional e sim da divisão do dinheiro arrecadado nos jogos, dos quais o juiz é também um agente ativo, assim como os jogadores.

Na verdade, já passou da hora de o juiz de futebol ser uma profissão remunerada e devidamente regulamentada em lei específica.

E mais: em vez de CBF e federações estaduais, através de suas respectivas comissões de arbitragem, impedirem os juízes de se manifestarem depois dos jogos, publicamente, que, a exemplo do que ocorre com os técnicos e jogadores, fossem abertas as entrevistas coletivas dos juízes, para que eles explicassem seus erros e acertos. Jogo aberto, meu! E, antes de tudo, didático, pra que se dissipasse na transparência a névoa que sempre cerca a ação dos juízes em campo.

Afinal, muitas reclamações sobre tal e qual arbitragem nascem da ignorância da mídia, dos cartolas e dos torcedores em geral sobre as regras do jogo e as orientações dadas pelas tais comissões de arbitragens.

Agora mesmo, o Sport ameaça ir aos tribunais contra a CBF e o juiz do jogo com o Corinthians, por aquele pênalti em cima da bucha que favoreceu o time da federação a que o juiz pertence.

Aliás, uma estupidez anunciada. Pra que escalar um juiz paulista em jogo de time paulista contra um pernambucano num campeonato brasileiro? Qualquer decisão desse juiz estaria sob suspeita, seja a favor ou contra o Corinthians, no caso. Um, porque estaria beneficiando o time de seu Estado; outro, porque o estaria prejudicando para não dizer que o beneficiava.

Ah, mas a intenção da CBF era exatamente acabar com essas picuinhas, criando uma arbitragem de cunho nacional, despida das cores de suas regiões de origem. Ora, ora, então que antes se crie esse tal quadro nacional, abolindo-se os registros dos juízes de qualquer entidade estadual. E que se utilize de todos os meios midiáticos para difundir essa decisão, antes de fazer uma lambança desse tipo.

É, me desculpe o amigo, burrice além da conta.

 

2 comentários

  1. Pois é, vocês da imprensa do Sudeste do Brasil sempre puxarão a sardinha para seus times, os quais sempre terão ajuda da CASA BANDIDA DO FUTEBOL. O SPORT foi literalmente roubado frente ao corintinha. Arbitragens ladras que vêm sempre prejudicando o SPORT, pois este tem incomodado os times “grandes” e a imprensa do Sudeste e do Sul e a própria CBF. JUSTIÇA COMUM NELES!!!! o SPORT não pode ser mais roubado pelos pústulas e sacripantas do Sudeste e do Sul do Brasil!!! Vale destacar ainda que a Gazeta Esportiva só patrocina os times de São Paulo. E quanto ao resto do Brasil? E quanto ao Nordeste? E quanto ao SPORT? Sugestão: Vocês deveriam mudar o nome do Programa para GAZETA PAULISTA..NET ou GAZETA PAULISTANA.NET

    1. E na final da copa do brasil em Recife, pênalti a favor do Corinthians que o juiz não marcou o Sr. se esqueceu?Corinthians foi literalmente ROUBADOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO OU NÃO FOI?

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