
Foi um show de Douglas Costa na vitória do Bayern sobre o Real, na decisão da Audi Cup, em Munique: distribuiu dribles à vontade, fez jogadas inesperadas e meteu o artilheiro Lewandowisk duas vezes na cara do gol; na primeira, ele e as redes, chutou pra fora; na segunda, deu o título a seu time.
E Douglas fez isso tudo tanto pela esquerda, quanto pela direita, embora sempre com a canhota hábil e surpreendente. E não foi contra o Chapetuba, não. Foi contra o Real Madrid, um dos três melhores times do planeta, embora desfalcado de alguns titulares. Mas, isso foi no meio de campo e no ataque, não na defesa da qual Douglas fez gato e sapato.
Aliás, já havia se destacado na partida da véspera, contra o Tottenham, ganhando de vez a torcida bávara, que, a cada bola que o brasileiro recebia, entrava em êxtase.
Fiquei, então, me perguntando qual a diferença entre esse Douglas Costa do Bayern e aquele da Seleção Brasileira na Copa América, tão esculhambado por boa parte dos internautas pátrios?
Talvez, a explicação esteja num lance aparentemente irrelevante, ocorrido nos minutos finais, quando o Bayern já estava vencendo o jogo, colhido por acaso pelas câmeras de tv. Foi assim: Douglas recebeu pela direita, bem à frente de Guardiola à beira do campo, e, depois de driblar um adversário, voltou a bola para o meio de campo. Guardiola, então, gesticulou claramente, como quem dizia para o jogador: “Vá fundo, meu! Vá em frente!”
Percebe o amigo a profunda diferença? Qualquer treinador brasileiro aplaudiria os cuidados de Douglas Costa em manter a bola sob controle de seu time num final de jogo decisivo que estava vencendo. Pois, Guardiola lhe dá uma sonora bronca porque não seguiu atacando.
É a mesma diferença entre o comportamento geral do torcedor brasileiro e do alemão, quando se trata de usufruir o jogo da bola.
Aqui, se o cara dá dois, três dribles, é logo estigmatizado de firuleiro, improdutivo, seja o que for.
Lá, a turma entra em delírio.
É quando tenho a certeza de que o mundo virou de cabeça pra baixo.
Pois é Alberto o que está faltando no futebol brasileiro são preparadores que façam o time focar na meta adversária 95 minutos de jogo.
Torço pelo sucesso do Osório no SP porque, parece, está com uma nova filosofia.
Dá um sufoco ver os times brasileiros nas partidas internacionais fazer um gol e tocar de lado.
Amarelam. Foi assim recentemente com os jogos na libertadores.
Futebol é resultado e resultado só se consegue com bola na rede do time adversário.
O brasileiro tem talento de sobra para fazer fulminantes contra-ataques, mas não sei se os técnicos não orientam ou há acomodação em campo.
Viram o gol do Lucas no PSG? Fulminante. Vibrante.