Bayern e Real, na divertida tarde

AFP
AFP

Passei a tarde me divertindo com o Torneio de Munique, a Audi Cup, um desses tantos torneios internacionais que o calendário europeu permite sejam realizados, enquanto o nosso, estúpido, impede a presença de clubes nacionais divulgando sua marcar no resto do mundo civilizado.

Sou do tempo em que nossos clubes viviam excursionando para o Exterior, participando de amistosos ou de torneios de verão, quando não os organizavam por aqui mesmo, importando grandes atrações de fora. eram os tempos em que a Europa se curvava diante do Brasil, como sugeriam os versos do palhaço e poeta popular, Eduardo das Neves, muito antes de tudo acontecer.

Botafogo, Lusa, Palmeiras, São Paulo, Flamengo, até o Madureira, encheram os cofres com dólares colhidos nessas aventuras além fronteira. O Santos de Pelé, então, nem se fala! Há clubes chamados Santos espalhados por todos os continentes, em homenagem ao time de Pelé e cia.

E olhe que, nessa época, não havia essa cornucópia em plena atividade pelo mundo, jorrando grana absurda na área do futebol.

Mas, a indigência mental de nossos cartolas é proverbial, histórica, atávica, irremediável. Até mesmo quando voltada para a safadeza.

Voltando à vaca fria, vi o Real bater o Tottenham por 2 a 0, com gols de James Rodriguez, de cabeça, que não é seu hábito, e de Bales, num disparo fulminante, bem ao seu estilo.

Depois, vi um Bayern praticamente composto de reservas dar um baile no Milan (que pobreza…) e fazer 3 a 0, com Bernat, Muller e Lewandowisk. Num jogo em que Douglas Costa, atuando pelas extremidades do campo durante todo o primeiro tempo, foi um dos destaques da equipe.

Claro que houve toda aquela mudanças nos dois times, E, por isso mesmo, meu querido Moreno, narrando pelo Sportv, perguntou ao jovem e competente comentarista Rafael Oliveira, qual seria a melhor formação do time de Guardiola, diante de tantas alternativas.

Pois, respondo, por mim: Neuer; Lahm, Boateng, Xabi Alonso (assim, de quarto-zagueiro), e Alaba; Vidal (assim, de primeiro-volante como vocês gostam de dizer), Tiago Alcântara e Mário Götze; Robben. Muller e Ribéry.

Seria um espanto, embora com qualquer formação, o Bayern de Guardiola esteja fadado a uma grande temporada.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *