
Vivo aqui execrando esse futebol covarde e sem imaginação que se pratica no Brasil há umas boas duas décadas.
Por isso mesmo é como quem respira uma golfada de ar fresco em meio à poluição que vejo uma fresta de mudança em alguns times e jogos do Brasileirão. Por exemplo: Galo, Palmeiras, Grêmio, Santos, Sport, com o São Paulo correndo por fora, caso Don Osório consiga manter o nível de agressividade apresentado no jogo contra o Galo, quarta à noite. São times que ousam.
O próprio vice-líder, o Corinthians, dá sinais de que pode evoluir nesse sentido, com a entrada de Luciano no lugar de Love e com Elias, decisivo na vitória sobre o Vasco, mais solto à frente.
Quero, agora, botar na roda um Fla-Flu virtual.
O Flamengo, desde a chegada de Guerrero, levantou a crista. E, quando, Ederson puder jogar, certamente ganhará um toque de inteligência e técnica que falta ainda ao seu meio de campo. Com aquela massa delirante o impulsionando no Maracanã, não me surpreenderia se o Mengo desse um salto prodigioso no campeonato.
Assim como o Fluminense, que há tempos entra e sai do G4, depois das chegadas de Osvaldo e Ronaldinho Gaúcho, mais o retorno de Cícero, polde dar aquela arrancada decisiva.
Se o técnico Enderson Moreira tiver peito e Ronaldinho estiver a fim de jogo, dá pra montar um Flu altamente técnico e ofensivo, com, digamos, do meio de campo pra frente esta formação: Edson, Jean, Cícero, Ronaldinho, Fred e Osvaldo. Ou, ainda mais incisiva, com Jean, Cícero, Ronaldinho, Marcos Jr., Fred e Osvaldo.
É certo que o aumento massivo de espectadores nas últimas rodadas se deve, sim, aos novos estádios. Mas, isso não se daria os espetáculos continuassem sendo de quinta categoria.
O Palmeiras, por exemplo, bate recordes a cada semana no Allianz Parque. Agora mesmo sua diretoria acaba de vender todos os ingressos, via Internet, para o jogo de domingo de manhã, outro achado entre as perdidas boas experiências do nosso futebol. É, pelo Parque renovado. Mas, é, sobretudo, pelo desempenho de um time que joga uma bola redonda, sempre pra frente, o que lhe permitiu ter essa ascensão vertiginosa no Brasileirão desde a chegada de Marcelo Oliveira, um treinador que acredita nesse estilo de jogo.
Tudo isso solto no ar cria uma atmosfera saudável e promissora para nosso tão combalido futebol. Espero que cartolas, técnicos e jogadores percebam isso.