Timão, fácil; Tricolor, jogaço.

timaoQue o Corinthians passaria pelo Vasco, em Itaquera, com certa folga não restava a menor dúvida, embora o primeiro tempo tenha se arrastado com a bola dividida entre os dois times e nenhum lance de perigo verdadeiro. Mas, no segundo, disparou 3 a 0, com Renato Augusto, Gil e Elias, com pleno domínio dos nervos e da bola, chegando a mandar dezoito bolas ao gol do adversário, inteiramente entregue.

Assim como poucos poderiam duvidar da vitória do Galo, no Mineirão, contra o São Paulo.

A surpresa mesmo foi o belíssimo e altivo jogo do Tricolor, mesmo perdendo por 3 a 1, três gols de Pratto e um de Pato, quase uma rima, na disputa mais dinâmica e divertida do campeonato até agora. Foi lá e cá o tempo todo, com poucas faltas e muitas chances de gol criadas pelas duas equipes.

Prova de que o futebol brasileiro pode, sim, oferecer espetáculos de categoria e alta tensão, um jogo desabrido sem ser irresponsável. Basta querer. E isso passa pela cabeça dos treinadores e pelo coração dos jogadores.

O São Paulo surpreendeu ao aplicar a marcação alta, no campo do Galo, de forma a impedir que o dono da casa saísse da cozinha durante os primeiros vinte minutos de bola rolando. Mas, quando o fez, o Galo abriu o placar, com Lucas Pratto, em jogada estranha, quando a bola finalizada pelo argentino foi rebatida por Rogério no ombro do atacante.

A partir daí, o jogo se acendeu, e o Tricolor, em vez de baixar a crista, seguiu atacando e criando oportunidades – duas claras com Pato e outra com Luís Fabiano. Assim como o Galo não recuou para manter a vantagem. Nada disso: antes mesmo de o juiz apitar o fim do primeiro tempo, Pratto meteu mais duas nas redes de Rogério.

E assim foi ao longo de toda a segunda etapa, quando o Tricolor teve chances até de empatar o jogo, mas não foi além do gol de honra de Pato, num levantamento exato de Ganso, o mesmo Ganso que, no primeiro tempo, metera uma bola no poste. E, mesmo depois do gol tricolor, o Galo não se segurou. Foi em frente e só não ampliou porque Rogério Ceni estava atento e ágil, sobretudo naquele cabeceio de Marcos Rocha que o goleiraço são-paulino incorporou o Banks diante de Pelé.

Enfim, um jogo pra servir de exemplo a todos os retranqueiros de plantão.

 

4 comentários

  1. Bom dia Helena (desta vez acertei seu nome rsrsrsr). vi o segundo tempo do jogo apesar de ter sido um jogo aberto e franco, foi um jogo com tecnica quase zero, muito erros de passes, a gorduchinha ( eta saudades do Osmar Santos narrando) sendo judiada demais. Como nossa safra de jogadores são ruins, voce comentou que o ganso colocou a bola na cabeça do pato…Em outras epocas vc diriaque o meia cansou de colocar a bola na cabeça do atacante. Que saudades……

  2. Xará,

    O Tite deveria assistir o tape desse jogo, mesmo porque o São Paulo é o próximo adversário. Se jogar como jogou contra o Vasco no primeiro tempo, vai levar uma surra daquelas.

  3. Caro Helena,
    o rogério frango disse não entender como o time perdeu. É muito fácil a explicação: no futebol ganha que marca gols. Não adianta ter posse de bola, jogadas se o principal que é o gol, o time é incompetente para fazer. Fora isso, jogão.

  4. Caro amigo Helena Jr. Deixo aqui meu comentário tardio . Este São paulo que vimos me fez lembrar daquele Trio França , Dodo e Aristizabal lembra ? Só faltaram caprichar mais na finalização , era um jogo para 4×4 , 3×3 pelas chances criadas. Sou a favor do esquema com três zagueiros que libera o restante do time para atacar , porem meu Tricolor não tem Zagueiros com essa qualidade , culpa da crise financeira que toma conta de boa parte do mundo , pois os clubes revelam e já vendem , ai ficamos com o resto do resto. Gostei muito do Juan Carlos Osório , pra mim pode dar resultado , mente aberta e nova metodologia de trabalho sem dizer do vasto conhecimento. Vamos aguardar para ver o que ele vai armar contra o Corinthians , pena que pato e Luiz não jogam , vão fazer muita falta , mas clássico é clássico.
    Um grande abraço !!

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