
Ronaldinho Gaúcho é a cereja do bolo desse Fluminense de substância aerosa que flutua lá em cima da tabela.
Se é a receita certa para esse time que começou como uma massa insossa até atingir o ponto certo de cozimento neste Brasileirão, só o tempo dirá.
Isto é, se Ronaldinho, um dos mais mais inventivos craques da história do futebol mundial, assumir essa condição mais decorativa do que substancial, caso venha a aceitar o banco intermitente como seu atual lugar num time de ponta. Ora, começa jogando; ora, espera sua vez na reserva e tal e cousa e lousa e maripousa.
Ronaldinho não é mais o atleta espetacular que foi. Embora, tenha sido poupado, ao longo de sua gloriosa carreira, dos dissabores de lesões graves, os músculos e o fôlego já não mais lhe respondem com a mesma presteza e eficiência, como se viu recentemente, em suas passagens pelo Milan, Flamengo, Galo e Querétaro. Tem momentos de puro êxtase, porque é um craque. Mas, não consegue mais manter um desempenho linear ao longo de uma competição como o Brasileirão, por exemplo.
O diabo é que, nesse seu percurso recente, Ronaldinho parece renegar esse fato. Reclama, se é substituído; fica amuado, se o técnico lhe reserva um lugar no banco, essas coisas. Dessa forma, perde a alegria de jogar bola. E, por consequência, perde a alegria de seu jogo, o maior atributo da bola de Ronaldinho.
Vencido esse obstáculo, Ronaldinho será, mais uma vez, a grande atração de nossos campos e a celebração dos tricolores e de quantos amam a graça do futebol.