
Isso que se viu na Arena Pernambuco, sim, foi um jogo de futebol, com todos os ingredientes que dão sentido a essa modalidade esportiva: alternância no domínio da bola, chances criadas pelas duas partes, jogadas inteligentes e habilidosas e a emoção transbordando do campo às galerias e vazando a tela da tv.
O Sport saiu na frente, com gol de cabeça de Matheus Ferraz, mas o Palmeiras empatou com Leandro Pereira antes do final do primeiro tempo, período em que o Verdão esteve ligeiramente superior. Ainda mais no início da segunda etapa, quando o mesmo Leandro Pereira virou o placar, ao cabo de uma sequência de tiro ao alvo.
O Sport, porém, tomou conta do campo, sobretudo depois da entrada do atacante Régis no lugar do volante Wendell, o que provocou o recuo de Diego Souza, de onde passou a reger seu time, enquanto o Verdão recuava. E, a partir daí, foi um verdadeiro massacre pernambucano sobre a meta palmeirense. Foi quando Fernando Prass cometeu, por baixo, três milagres, em disparos à queima-roupa de André e de Diego Souza.
Parecia que a meta verde estava encantada. E a pá de cal esteve nos pés de João Pedro, que acabara de substituir João Pedro, na improvisação forçada na lateral-esquerda, escapou pelo seu setor, evitou o goleiro Danilo, mas perdeu o ângulo. Cruzou, e, no bate-rebate, sobrou para Kelvin que mandou por cima.
Na recarga, Diego Souza meteu por cima bola mágica para André, finalmente, não desperdiçar: 2 a 2. E até o apito final, foi a bola rolando sobre o fio da navalha. Um espanto!