Agora, está nas mãos de Dona Dilma a MP do Futebol, um tardio e pequeno passo no sentido de ordenar o caos vigente nas gestões dos clubes, federações e CBF.
Pelo que se sabe, até onde avançamos? Por exemplo: no estabelecimento de um limite no processo de reeleição do presidente da CBF. Agora, o cara só pode ficar lá por oito anos, no máximo, caso seja reeleito. Menos mal, embora não orbitem no universo da bola brasileiro nomes que inspirem fé em mudanças e lisura além das demonstradas até aqui pelos cartolas do poder.
Em contrapartida, a Bancada da Bola manteve o atraso em relação às federações estaduais, ao pulverizar o voto qualitativo a favor do unitário, aquele que permite ao cartola da federação distribuir benesses aos clubes de todas as divisões de seu estado, mais as ligas amadoras, em troca dos votos que o perpetuam no trono. Como bônus, atravancam nosso calendário com esses anacrônicos campeonatos regionais disputados em três e até quatro meses.
Por fim, dada à leniência na cobrança dos atrasados e multas dos clubes em relação à Receita Federal, esticou-se o prazo para duas décadas, com algumas sugestões de punição aos devedores recalcitrantes que, conhecendo nossa gente, serão dribladas no devido tempo.
Deveria, isso sim, ser extremamente rigorosa na punição aos cartolas que, por incúria ou safadeza, levem seus clubes a assumir dívidas impagáveis (nos dois sentidos do termo).
Enfim, é melhor do que o nada em que flutuamos desde sempre.