
Logo na sua inauguração, o Maracanã foi batizado pela crônica esportiva de São Paulo de o Recreio dos Bandeirantes, pois, no jogo de abertura, uma Seleção Paulista de Novos venceu a Carioca. E, dali pra frente, nas disputas do velho Rio-São Paulo, só dava time paulista no Maracanã. Depois, a história tomou outro rumo, e o apelido caiu em desuso.
Mas, neste domingo, o Corinthians foi dar um passeio no Maracanã, como nos tempos iniciais. Não que jogasse lá essas coisas todas.
Na verdade, entregou a bola ao Flamengo, como quem diz – vamos ver o que você faz com a bichinha. E, apesar de somar, sei lá, mais de 60 por cento de posse de bola, o Flamengo nada vez com a bichinha.
Já o Timão, no seu estilo Tite de jogar, plantou-se firme lá atrás, e, no contragolpe, fez 3 a 0, com Elias, Uendel e Jadson, e ainda meteu uma bola no poste, com Malcom, sem contar outras tantas chances desperdiçadas.
Quanto ao Fla, que carece de criatividade no seu meio de campo há séculos, sem Sheik e Guerrero, os recém-contratados, também não tinha ataque, embora tivesse marcado gol legítimo com Jonas que o bandeirinha anulou.
Se com eles já teria sido duro ultrapassar o sólido sistema defensivo corintiano, imagine sem.
E assim, o Timão segue firme lá no G4, com todas as chances de disputar o título até o final.