
Alguém tá de sacanagem lá em cima do Olimpo.
Nossos meninos deram um baile na Sérvia, cujo goleiro fez uma dezena de defesas providenciais, afora as bolas que pererecaram na pequena área e as que zuniram na cara do gol sem que um pé ou uma cabeça as alcançassem por milímetros; e, no finzinho da prorrogação, tomaram aquele gol de contra-ataque que nos tirou o título mundial, no último minuto da prorrogação.
Eis uma dessas raras perdas que representam, feitas todas as contas, num achado. Sim, porque nossos meninos do Mundial, pelo que jogaram nessa decisão, reencontraram nossa verdadeira vocação: um futebol leve, feito de muitos passes rápidos e precisos, envolvimento, dribles, toques de calcanhar eficientes, investidas perigosas o tempo todo, enfim, tudo que nos tem sido escamoteado nos últimos anos.
Mas, perderam. E, pela estreita ótica do nosso universo futebolístico, seu destino é a rua da amargura.