Brasil, na marca do pênalti

Heuler Andrey/Mowa Press
Heuler Andrey/Mowa Press

A Venezuela já nos livrou de boa antes. Lembra aquele jogo final das Elimnatórias pra Copa de 2002? Pois é: estávamos na marca do pênalti, quando cruzamos com a dama de vinho tinto, e alcançamos a vaga periclitante para nos sagrarmos campeões do mundo em seguida, graças a Ronaldo e Rivaldo.

Aliás, se o amigo escarafunchar o passado, verá que generosamente os organizadores desses torneios nos reservam a Venezuela para esses jogos decisivos.

Mas, a Venezuela que o Brasil enfrentará estrategicamente depois do jogo entre Colômbia e Peru é hoje em dia bem mais determinada do que naqueles velhos tempos, embora venha de desgastante derrota por 1 a 0 para o Peru. Traduzindo: dependendo do resultado do jogo anterior, Brasil e Venezuela podem entrar em campo de mãos dados, pois o empate classificaria ambos para a próxima fase. Sudamericanidades.

Além disso, sem Neymar, o Brasil de Dunga é ainda mais imprevisível. Ou melhor: previsível demais com a formação que está sendo anunciada pelo técnico, que prefere justamente a fórmula que não deu certo em lugar da que havia funcionado nos amistosos antes de Brasil e México.

Segue com os dois volantes inúteis na armação; com Douglas Costa, em vez de Robinho, no lugar de Neymar, e Firmino na vaga de Tardelli.

A esperança é a de que tudo o que ocorreu no último jogo tenha despertado a fera adormecida em cada um dos nossos jogadores, e que a Venezuela, por 90 minutos ao menos, volte a ser aquela presa fácil de antigamente.

Pois, por incrível que possa parecer, se Colômbia e Bolívia empatarem e o Brasil perder, estaremos definitivamente fora da Copa América.

E, se o amigo imagina que esse eventual trágico desfecho trará o benefício de profundas mudanças no nosso futebol, esqueça. Basta lembrar os fatídicos 7 a 1 e suas inúteis consequências.

 

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