
Del Nero dizer que nunca assinou nenhum contrato, desses mananciais de propinas que pipocam a cada dia na imprensa, soa como deboche. Todo mundo sabe que, na verdade, ele era o guru de Marin, o verdadeiro autor a guiar o ator, como revela a matéria de Jamil Chade, correspondente do Estadão na Suíça. E-mails trocados entre agentes internacionais da área do futebol, colhidos pelo repórter, deixam claro que o homem forte da CBF, mesmo quando ainda vice-presidente de Marin, era Del Nero.
Apesar de todos os esforços de Del Nero para criar uma blindagem contra o tsunami que varre da superfície do futebol essa turminha de corruptos, mais cedo ou mais tarde cairá fora, imagino.
E é aí que a porca torce ainda mais o rabo. Seu sucessor, se prevalecer o atual estatuto da CBF, será o Sr. Crispim, presidente da Federação Catarinense, o mais velho dentre os vices da entidade maior. Como, aliás, aconteceu com Marin, na fuga de Ricardo Teixeira para Miami.
Pois, sugiro ao amigo dar um pulo na UOL onde há esclarecedora matéria sobre os malfeitos do Sr. Crispim. É do balacobaco.
Era o que eu dizia para o meu querido Juquinha, o Traquinas, no auge de sua campanha pela demissão de Ricardo Teixeira: cuidado com o que você deseja, amigo…
Não deu outra. Deu Marin e, em seguida, Del Nero. Não que um seja pior do que o outro. Todos são farinha do mesmo saco: acima de tudo, incompetentes.
A saída, então, para o nosso futebol é a criação da Liga, como propugna meu querido Tusta na Folha?
Já apostei nessa saída, décadas atrás. É o mais lógico, como provam as ligas europeias que produziram um salto formidável entre eles, em todos os sentidos.
Mas, aqui, minha certeza transformou-se em dúvidas e acabou em puro ceticismo, dado o nível dos nossos cartolas, sem exceção evidente.
Basta lembrar a Liga Barbante, como se dizia lá nos primórdios da instalação do futebol no Brasil, aquela que se rompe ao menor puxão, fundada anos atrás, com Carlos Miguel Aidar como presidente e criadora da Copa União, lembra? Aquele Brasileirão que terminou com dois campeões que se questionam até hoje – Flamengo e Sport. Pois é.
Essa tal Liga, logo, logo, virou apenas um balcão de negócios entre os clubes e a TV Globo, detentora dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro. Nada mais, até se extinguir de vez, com o rompimento de Andrés Sanchez, que negociou direto com a emissora de televisão.
Desculpe-me o amigo, mas, como dizia o gênio da raça, Noel Rosa, num dos seus sambas antológicos: olho, ninguém me responde/ chamo, não vejo ninguém.
Helena ,não adianta criar ligas se as pessoas que temos para dirigir são os mesmos sangue -suga do futebol ,Bom senso FC são pessoas oportunistas ,pessoas ligadas as federações tambem não merecem credito ,então muda-se a massa mas as moscas continuam as mesmas