
Disse aqui, logo depois do jogo, que pouco podia dizer dos eventuais efeitos que o trabalho de Don Osorio, em tão curto espaço de tempo, teriam produzido na vitória tricolor sobre o Grêmio.
Mas, há, sim, algo a se ressaltar: uma referência feita pelo treinador na coletiva depois da partida, a de que gostou da forma compacta com que o time jogou, com sua linha de defesa mais avançada. Isso, propiciou ao São Paulo se debruçar sobre o campo adversário e trocar passes incessantes até chegar aos dois gols e manter o controle da partida do início ao fim. Ah, sim, e Ganso, mais recuado, como verdadeiro armador que é, e não o atacante que queriam fosse.
Esse é o conceito básico e vigente no jogo praticado pelas principais equipes do mundo moderno, como também o era no passado. O mesmo conceito que venho apregoando há séculos e que é contrariado pelos técnicos brasileiros em geral ao longo das duas últimas décadas.
No Brasil destes tempos, quando se fala em começar a arrumação do time pela cozinha, segundo os ensinamentos do saudoso Vicente Feola, logo se pensa em postar a linha de defesa lá atrás, praticamente dentro da área, e protegê-la com dois ou três volantes, meio-campistas essencialmente destruidores.
Isso, inevitavelmente alonga o campo, deixando os armadores e os atacantes ao sabor dos chutões dos beques lá detrás. É um bate e volta interminável, túmulo dos gols, o próprio sentido do jogo, que, geralmente, só saem a partir de bolas paradas.
Pegue como exemplo o comportamento da Seleção Brasileira diante do mistão do México, domingo.
Apesar de Dunga dispor de meias e atacantes de habilidade e técnica mais refinada, o time só pensa naquilo: o contragolpe, pois a defesa extremamente recuada não permite que os homens de meio-campo e ataque troquem passes no campo adversário, pois um simples erro ali impede a turma de, com o apoio dos beques mais avançados, tentar a recuperação da bola com maior chance de êxito. Atrás dos armadores, nesse caso, abre-se um espaço grande até a linha de defesa, por onde o adversário pode evoluir tranquilamente.
Na sequência, volta-se ao estado inicial: todo o time praticamente à frente da própria área, tentando rebater essa bola até que alguém consiga segurá-la lá na frente por tempo suficiente para a chegada dos companheiros.
O contragolpe é uma arma letal, quando bem utilizado. Mas, não é o rei do jogo. O passe (o envolvimento, a pressão com a chamada marcação alta), sim, é o padrão básico.
Tome-se como exemplo o Barça, que há anos vem liderando o ranking dos clubes no mundo inteiro, jogando bonito e obtendo sucessos como o de sábado, quando conseguiu seu quarto título europeu em dez anos.
Sim, o Barça de Luís Enrique utiliza-se mais do contragolpe do que o de Guardiola. A diferença é que Guardiola não tinha em seu Barça nem Neymar, nem Suárez, dois atacantes velozes e hábeis, talhados para esse expediente. Mesmo assim, o que prevalece no Barça é a posse de bola, a marcação alta, com Piqué e Mascherano, a dupla de zagueiros, atuando no círculo central e os dois laterais virando pontas a todo instante. No que perde a bola, o combate pela recuperação da bichinha é imediato e lá no campo inimigo, não aqui, próximo de sua própria meta.
Isso tudo está aí à vista de nossos treinadores há anos, em vão.
Eis por que não creio que, se Don Osorio tiver êxito no São Paulo estabelecendo de fato esse conceito, algo mude significativamente no resto do nosso futebol. A turma é dura de molejo, meu. Não estuda, e, se vê, não enxerga.
Ufa! Até que enfim um comentario técnico sobre o assunto Técnico de futebol e nossa medrosa fugitiva seleção .A bola vem em direção da area e volta num chutão,uma bicanca!terrivel nossos zagueiros ,quando da posse de bola na saida da defesa la vem chutão em forma de lançamento ,foi este motivo que fez do Fred atacante o vilão do selecionado de 2014,só pase de 50 m ou mais ,de costa e com marcação dupla ,passe estes de goleiro e ou zagueiro vai fazer o que?. E nossa ilustres dupla de “tecnicos” Parreira e Felipão pouco se importaram com esta deficiencia do time e se assustaram com o placar,mas continuamos fabricando treinadores medilcres como dunga e la vem a Argentina e colombia e Uruguai ,tome cuidado cabeção de bunda suja!
Helena, Apos a copa de 1990 ,naquele ano o treinador era Lazaroni ,os clubes brasileiros começaram a importar o esquema de 3-5-2 ,mas se esqueceram uma coisa ensinar e verificar as caracteristicas dos zagueiros ,então time entrava com 11 em campo , mas como se jogasse com 10 ,porque um zagueiro atrapalha os outros isto verifiquei em muitas partidas.Só depois de muito trabalhos alguns clubes tinham sucesso jogando com este esquema,quando aliava técnica ,caracteristica e percepção de jogo pelos defensores ,pois leva tempo e nem é todo zagueiro que sabe fazer este oficio , sair jogando,antecipar macação e compor a cobertura dos outros marcadores
Oi, Helena, o acompanho há mui e sinceramente, são poucos os jornalistas esportivos que tem o conhecimento sobre futebol como vc tem, talvez, o saudoso Pedro Luis, o restante, não discernem um “i” de um ponto de exclamação “!” embora os dois sejam exatamente inversos em sua forma. assim, quando víamos o SPFC de Cilinho e Telê, tínhamos a certeza de que a competência estava a serviço do futebol, dizia-se: qualquer jogador que se coloque, rende igual ao titular, isto porque tais treinadores escolhiam os jogadores pelas características que melhor se adequavam ao seu esquema de jogo. hoje, o que vemos é um estrelismo de dar nojo, e em campo, um amontoado de jogadores sem saberem para onde ir ou o quee fazer. parabéns pela lucidez.
Oi, Helena, o acompanho há mui e sinceramente, são poucos os jornalistas esportivos que tem o conhecimento sobre futebol como vc tem, talvez, o saudoso Pedro Luis, o restante, não discerne um “i” de um ponto de exclamação “!” embora os dois sejam exatamente inversos em sua forma. assim, quando víamos o SPFC de Cilinho e Telê, tínhamos a certeza de que a competência estava a serviço do futebol, dizia-se: qualquer jogador que se coloque, rende igual ao titular, isto porque tais treinadores escolhiam os jogadores pelas características que melhor se adequavam ao seu esquema de jogo. hoje, o que vemos é um estrelismo de dar nojo, e em campo, um amontoado de jogadores sem saberem para onde ir ou o quee fazer. parabéns pela lucidez.